Sousa Basto, Rui2026-02-022026-02-022024-07-17978-989-9193-08-6http://hdl.handle.net/10400.26/61376Comunicação apresentada no IV Encontro Internacional Lusófono Todas as Artes | Todos os Nomes, evento anual organizado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, teve como tema geral: Desconstruindo o Antropoceno: Arte, Política e Natureza.No boletim de maio de 2000 do International Geosphere-Biosphere Programme, o Antropoceno ganhou vida própria quando Crutzen e Stoermer aairmaram que seria um conceito mais adequado do que o Holoceno para descrever a atual Época geológica. Transformado num fetiche de moda na exposição Welcome to the Anthropocene, organizada pelo Deutsches Museum entre dezembro de 2014 e setembro de 2016, sob o slogan “The Earth in Our Hands”, o Antropoceno regressaria aos museus, mas dessa vez como palco de ações disruptivas perpetradas quase sempre por jovens ativistas climáticos. Tinta negra, sopa de tomate ou puré de batata foram arremessados a obras-primas de Goya, da Vinci, Monet, Van Gogh e outros mestres da pintura, em espaços museológicos de várias cidades europeias. Estas ações pretenderam sensibilizar o grande público, através dos media, para a culpa pela crise climática do modelo económico extrativista, baseado no carvão e nos combustíveis fósseis. Os ativistas argumentam que optaram pela desobediência civil por terem esgotado os canais formais de comunicação com o poder económico e político. Todavia, as autoridades têm tratado estas iniciativas como atos de desobediência criminal, condenando-os nos tribunais. Estaremos, assim, diante de uma guerra entre a geração que é vítima potencial do apocalipse anunciado para daqui a poucas décadas e os decisores de cabelos grisalhos que nessa altura não estarão cá para prestar contas? A não-violência, linha que separa a desobediência civil da criminal, deverá continuar a ser observada no aparente estado atual de acrasia coletiva? Será legítimo opor arte e natureza a pretexto da crise climática?porAcrasia coletivaAtivismo climáticoArte e NaturezaDesobediência civilViolência e não violênciaArte e natureza em oposição a pretexto da crise climáticaconference objecthttps://doi.org/10.21747/978-989-9193-08-6/liv