Joffé, GeorgeCasimiro, Sofia de VasconcelosPereira, JúlioFranco, HugoMoniz, PauloElias, Luís2020-05-062020-05-0620190870-757Xhttp://hdl.handle.net/10400.26/32222Terrorismo Transnacional Regenerado Agora que a construção territorial do Da’ish foi desmantelada, pode prever-se uma nova versão do extremismo islâmico violento. O autor coloca em causa as táticas sustentadas de contenção antiterrorista do Ocidente. Os erros táticos e estratégicos ocidentais têm adiado a derrota final do Da`ish.Este artigo contém uma reflexão sobre os desafios do combate ao terrorismo num Estado de Direito. Tendo como ponto de partida os valores do Estado de Direito, que consagra os direitos fundamentais à liberdade e à segurança, detém-se sobre o atual equilíbrio deste binómio. Abordam-se três casos de estudo: (i) as condições de detenção e os métodos de tratamento dos presos no Campo de Detenção da Baía de Guantánamo; (ii) o uso de veículos aéreos não tripulados para fins militares; e (iii) a gestão de programas de vigilância das comunicações que abrangem indiscriminadamente militares e civis, em contextos de guerra e de paz. Um dos principais desafios do combate ao terrorismo consiste em ser eficaz nesse combate sem colocar em causa os princípios que sustentam o próprio Estado de Direito. Na eventualidade de o terrorismo visar a subversão do Estado de Direito, e do modo de vida ocidental neste assente, cabe verificar em que medida os meios de combate ao terrorismo poderão, paradoxalmente, destruir ou pelo menos colocar em causa o Estado de Direito que se visa defender. Uma vez que o Estado é o guardião dos valores do Estado de Direito, violados nestes três casos de estudo, há que questionar quem guarda os guardiões: quid custodiet ipsos custodes?Este artigo aborda a estratégia nacional de combate ao terrorismo nas suas múltiplas dimensões. É dado especial enfoque às questões relacionadas com a vigilância vídeo, interceção preventiva de comunicações e contraterrorismo. Para o autor, a estratégia nacional corresponde, grosso modo, à estratégia europeia neste domínio. Como é sublinhado, o problema da videovigilância é sempre o do equilíbrio entre o valor da segurança e o respeito pelos direitos constitucionais, particularmente no que respeita ao direito à privacidade e direito à imagem.Realizar a cobertura jornalística de atentados terroristas requer um especial bom senso por parte dos profissionais dos media. Sobretudo para não causar alarme social e poupar as vítimas desses ataques a um duplo sofrimento: o do atentado e o de serem expostas na comunicação social. No entanto, em quase todos os ataques jornais e televisões cometem erros grosseiros e inadvertidos, mas também de uma forma consciente. Esses erros podem explicar-se em parte pela urgência em dar um exclusivo em primeira mão antes da concorrência, ou simplesmente porque existe a necessidade de fazer aumentar as audiências a todo o custo. Este artigo conta alguns casos-estudo passados no estrangeiro, sobretudo em França, país que tem sido alvo de vários ataques de cariz jihadista nos últimos anos. E, paralelamente, usa a experiência adquirida pelo autor no jornal Expresso nos últimos anos, nestes dossiers delicados e o modus operandi utilizado pelo semanário nas questões ligadas ao terrorismo.O ciberespaço, sendo uma realidade recente na história da humanidade, apresenta-se já como um espaço disruptivo onde se registam grandes alterações nas dinâmicas de poder e nos paradigmas de funcionamento da sociedade. Este artigo tem como objetivo compreender os fenómenos de radicalização, terrorismo e violência política no contexto do ciberespaço, propondo estratégias de atuação para o seu combate. Para atingir esse desiderato parte-se de uma definição do conceito do Ciberespaço e Ciberpoder, analisando-se as características que os distinguem e como as mesmas podem potenciar a atuação eficaz de grupos terroristas e radicais nesta nova conjuntura. São ainda identificadas as atuais formas de uso da internet por parte destes indivíduos ou organizações criminosas, dando-se uma perspetiva da evolução das suas atividades e as ameaças que encerram. Com base na formalização apresentada, são finalmente identificadas estratégias de combate aos fenómenos de ciberterrorismo e radicalização.O terrorismo é uma das ameaças mais relevantes à estabilidade e segurança dos Estados de direito democráticos e não só, aumentando os sentimentos de insegurança e potenciando políticas que apostam sobretudo na reação musculada, em detrimento da prevenção e inteligência. A relação entre a criminalidade e o terrorismo, a propaganda online, o recrutamento e a radicalização, são realidades que exigem respostas multidisciplinares e dinâmicas. O terrorismo de inspiração religiosa apresenta-se hoje como uma das ameaças mais mediatizadas, mas outras formas de ação violenta mantêm-se presentes e necessitam de respostas igualmente eficazes. Analisaremos o papel da Segurança e Justiça, bem como das Forças e Serviços de Segurança, Serviços de Informações e Forças Armadas; a investigação e debate promovidos pelas universidades e think tanks, num contexto marcado pela complexidade, pelo mediatismo e pelo papel das redes sociais.porUnião Europeia (a partir de 1993)Terrorismo internacionalTerrorismoViolência políticaTácticaEstratégiaEstratégia nacionalEstado de direitoCombatePrevençãoVigilânciaComunicaçõesPropagandaMass mediaCiberespaçoCiberterrorismoRadicalismoSegurançaJustiçaCooperaçãoForças de segurançaEstado IslâmicoPortugalTerrorismo e violência políticaTransnational terrorism regeneratedLiberdade e segurança no combate ao terrorismo : Quis Custodiet Ipsos Custodes? Uma perspectiva jurídicaVigilância vídeo, interceção preventiva de comunicações e contraterrorismoTerrorismo e propaganda nos mediaTerrorismo e violência política : como combater o ciberterrorismo e a radicalizaçãoO terrorismo transnacional contemporâneo : segurança, justiça e cooperaçãojournal article