Gomes, LuísLopes, Rui Alex Cabral2026-02-092026-02-092025-12http://hdl.handle.net/10400.26/61546Introdução: A lombalgia (LG) é um problema de saúde pública global e urgente, que afeta a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. A intervenção mínima de educação ao utente (IMEU) emergiu como uma estratégia promissora para reduzir o consumo de recursos de saúde e promover o retorno dos utentes ao trabalho, sem comprometer os resultados clínicos, contudo este potencial carece de validação. Objetivos: Analisar o efeito da IMEU comparativamente à ausência e a outras intervenções passivas e ativas no consumo de recurso de saúde e no retorno ao trabalho em adultos com LG. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática de ensaios clínicos aleatorizados. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados MEDLINE, Embase, CENTRAL, CINAHL e PsycINFO até novembro 2024. O risco de viés foi avaliado com a Cochrane risk-of-bias tool (RoB2) e a certeza da evidência com a GRADE. A síntese dos dados foi realizada através do método de contagem dos votos. Resultados: Não foram encontradas diferenças entre a IMEU e a ausência de intervenção no consumo de recursos de saúde e no retorno ao trabalho (2 estudos). Quando comparada com outras intervenções passivas, a IMEU aparenta ser mais efetiva na redução do consumo de recursos de saúde e na promoção do retorno ao trabalho (6 estudos). Comparativamente a outras intervenções ativas, a IMEU tende a ser inferior no consumo de recursos de saúde, mas semelhante no retorno ao trabalho (2 estudos). A evidência das diferentes comparações variou entre baixa e muito baixa certeza. Conclusão: A IMEU pode ter um papel na redução do consumo de recursos de saúde e no retorno ao trabalho dos utentes com LG, contudo a evidência disponível é ainda escassa e com elevado risco de viés. Futuros ensaios clínicos de qualidade e tamanhos amostrais adequados são necessários.Background: Low back pain (LBP) is a global and urgent public health problem, affecting the capacity of health systems to deliver care. A Minimal Intervention of Patient Education (MIPE) has emerged as a promising strategy to reduce the utilisation of healthcare and promote the return of patients to work, without jeopardising clinical results; however, this potential lacks validation. Objectives: To analyse the effect of MIPE compared to no intervention or other active and passive interventions on healthcare utilisation and return to work in adults with LBP. Methods: A systematic review of randomised controlled trials was conducted. Search was made in MEDLINE, Embase, CENTRAL, CINAHL, and PsycINFO from inception to November 2024. Risk of bias was assessed using the Cochrane risk-of-bias tool (RoB2) and the certainty of the evidence using the GRADE framework. A narrative synthesis using vote-counting was performed. Results: No differences were found between MIPE and no intervention on healthcare utilisation and return to work (2 studies). Compared to other passive interventions (6 studies), MIPE appears to be more effective in reducing healthcare utilisation and return to work. Compared to other active interventions (2 studies), MIPE tends to be inferior in reducing healthcare utilisation but similar in return to work. The evidence from the different comparisons ranged from low to very low certainty. Conclusion: MIPE may play a role in reducing healthcare utilisation and facilitating the return to work for patients with LG; however, the available evidence is still scarce and at high risk of bias. Future high-quality clinical trials with adequate sample sizes are needed.porEducação ao utenteIntervenção mínimaLombalgiaConsumo de recurso de saúdeRetorno ao trabalhoRevisão sistemáticaPatient educationMinimal interventionLow back painHealthcare resource utilisationReturn to workSystematic reviewEfeitos de uma Intervenção mínima de educação ao utente no consumo de recursos de saúde e no retorno ao trabalho em utentes com lombalgia: uma revisão sistemáticamaster thesis204161193