Carvalho, José CarlosCampos, Paula Manuela2017-04-172017-04-172017http://hdl.handle.net/10400.26/18192Introdução: A ação do Estigma sobre este grupo de doentes tem como consequência a Discriminação nos cuidados e na vida quotidiana, priva-os do exercício de direitos como a Autonomia e a Liberdade, e exclui-os de toda e qualquer participação no plano de cuidados e projeto de vida que lhes é destinado. As questões que estão na génese deste grave problema social e de saúde, devem ser analisadas e devidamente desmistificadas, uma vez que o Estigma é alicerçado em Crenças, Opiniões e Atitudes individuais. Consequentemente, estas defesas perante a patologia e perante a opinião dos demais, atrasa a procura de ajuda, prejudicando significativamente a atividade terapêutica, a recuperação e em alguns casos a reinserção social. Metodologia: A investigação com um desenho quantitativo, descritivo e correlacional. Tem como objetivo geral analisar de que forma as crenças, opiniões e atitudes dos enfermeiros de saúde mental contribuem para a redução ou aumento do estigma na doença mental e como objetivos específicos pretendemos, descrever as opiniões e atitudes que os enfermeiros apresentam face à doença mental e psiquiátrica; analisar as diferenças na formação profissional especifica em enfermagem de saúde mental e psiquiatria, sobre crenças, opiniões e atitudes face à doença mental; comparar as opiniões e atitudes dos profissionais em função de um conjunto de caraterísticas sociodemográficas. Foram utlizados como instrumentos de avaliação: questionário sociodemográfico, a Escala de Opiniões acerca da Doença Mental; o Inventário de Crenças sobre a doença Mental (ICDM), -Escala das Atitudes dos Clínicos (MICA-4) Resultados e Discussão: os resultados demonstram, é que existe pouca influência dos dados demográficos, pessoais e académicos nas crenças, opiniões e atitudes dos profissionais face à doença mental. No entanto, parece existir uma relação entre os três instrumentos, ou seja, a opinião e as crenças dos inquiridos sobre a doença mental parece ter uma relação direta com as atitudes e com a presença de estigma. Todavia, é de lembrar que ao longo da apresentação dos resultados se verificou que existe pouco estigma e até uma postura condescendente relativamente à doença mental, e o facto, dos scores estarem no geral equilibrados pode efetivamente conduzir a poucas oscilações dos resultados na comparação das médias por variáveis pessoais e profissionais. Conclusões: Os enfermeiros não são agentes estigmatizantes; a formação específica funciona com elementos protetor contra o estigma. Parece existir uma relação entre os três instrumentos, ou seja, a opinião e as crenças dos inquiridos sobre a doença mental parecem ter uma relação direta com as atitudes e com a presença de estigma. Existe pouca influência dos dados demográficos, nas crenças, opiniões e atitudes dos profissionais face à doença mental. Considerando que, se as nossas opiniões, crenças e atitudes, condicionam os nossos comportamentos, seria importante, de uma forma adequada, trabalhar a cidadania, a xiv inclusão, a patologia psiquiátrica, à semelhança dos programas implementados nas escolas nas faixas etárias mais jovens.porDoença mentalCrençasEstigmaEnfermagem de saúde mentalCrenças, opiniões e atitudes dos enfermeiros de saúde mental, face à doença psiquiátricaBeliefs, opinions and attitudes of mental health nurses, face to psychiatric diseasemaster thesis201681811