Almeida, António JoséMarques, Maria AméliaAlves, Natália2013-05-172013-05-172000http://hdl.handle.net/10400.26/4190Comunicação apresentada no IV Congresso Português de SociologiaApesar da gestão de carreiras ser uma preocupação recente no quadro da gestão das relações de trabalho, é hoje evidente a crise em que se encontra a forma tradicional de abordagem desta problemática. Tendo nascido para assegurar a satisfação das necessidades de quadros superiores e intermédios com que as empresas se deparavam no âmbito de um sistema de relações de trabalho dualista e fortemente hierarquizado, a carreira profissional era concebida como um processo cumulativo através do qual se ascendia na estrutura hierárquica das organizações, à imagem das tradicionais concepções evolucionistas da vida social. Contudo, as transformações em curso nas sociedades "desenvolvidas" têm vindo a fazer com que estejamos hoje confrontados com a necessidade de questionar esta abordagem evolucionista. Para essas transformações tem vindo a contribuir um conjunto diversificado de factores dos quais salientamos: · factores de natureza organizacional que se prendem com o crescente achatamento e emagrecimento das estruturas e com o recurso ao outsourcing diminuindo, desta forma, o número de oportunidades de progressão vertical; · factores de natureza ambiental que resultam do aumento do desemprego, da importância da formação contínua e do dinamismo do mercado de trabalho que fazem com que as carreiras profissionais sejam cada vez mais atravessadas por ciclos de emprego, desemprego e formação gerando descontinuidades permanentes. É a partir desta encruzilhada que nos posicionamos para questionar não só a pertinência do conceito de carreira profissional, mas também as diferentes abordagens a partir das quais podemos perspectivar o futuro por forma a discutir os novos caminhos que se abrem às relações de trabalho.porCarreiras profissionais: novos caminhos para as relações de trabalho?conference object