Abecasis, Pedro VeigaCarvalho, Margarida Piteira2025-11-212025-11-212025-10-25http://hdl.handle.net/10400.26/59943Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas MonizA osteonecrose medicamentosa dos maxilares (MRONJ) é uma complicação rara, mas clinicamente relevante, associada principalmente à utilização de fármacos antireabsortivos, como os bifosfonatos e o denosumab, bem como a agentes antiangiogénicos. Esta condição caracteriza-se pela exposição óssea persistente, dor, infeção recorrente e significativa deterioração da qualidade de vida dos pacientes. A sua patogénese envolve mecanismos multifatoriais, incluindo remodelação óssea anormal, fatores sistémicos e predisposições individuais, o que dificulta o diagnóstico precoce e o planeamento terapêutico. A imagiologia desempenha um papel fundamental na avaliação da patologia descrita. A radiografia panorâmica representa o exame inicial, mas possui limitações na deteção de alterações precoces. A tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT) destaca-se como a técnica de eleição, permitindo uma análise tridimensional de elevada resolução, capaz de identificar alterações ósseas iniciais, como espessamento da lâmina dura, alargamento do espaço do ligamento periodontal e áreas de osteoesclerose. Além disso, possibilita avaliar a extensão das lesões, o envolvimento de estruturas adjacentes e o acompanhamento pós-terapêutico, sendo, portanto, uma ferramenta indispensável no diagnóstico diferencial e no estadiamento da doença. Assim, o CBCT desempenha um papel determinante na gestão da MRONJ, tornando-se um método bastante fiável. Destaca-se o seu papel na identificação precoce, na diferenciação de patologias com apresentações semelhantes e na orientação de estratégias terapêuticas individualizadas, tornando-se uma ferramenta indispensável na prática clínica para pacientes com esta patologia.porMRONJCBCTBifosfonatosCBCT : meio complementar decisivo para pacientes com osteonecrose medicamentosamaster thesis204045320