Carneiro, MarinhaMartins, Joana Margarida Santos2020-07-102020-07-102020-06http://hdl.handle.net/10400.26/32897O objetivo deste relatório é descrever todo o processo de aquisição e desenvolvimento de competências do Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica ao longo do estágio profissionalizante, com base na evidência científica mais atual, nomeadamente nas práticas clínicas de gravidez com complicações, trabalho de parto e parto e autocuidado pós-parto e parentalidade. No serviço de obstetrícia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, a posição frequentemente sugerida à parturiente foi a de litotomia e verificamos um grande número de episiotomias efetuadas. Já no serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, a posição de parto foi da escolha da parturiente e frequentemente foram adotadas posições alternativas como: “quatro apoios”, sentada no banco de partos, lateral e semi-sentada. Aqui, constatamos menos episiotomias, maiores taxas de períneos íntegros e de lacerações de grau 1 e 2. Assim, consideramos relevante investigar se existia alguma associação entre a variável posição vertical e a incidência do trauma perineal. Determinamos como trauma perineal toda a perda de integridade do períneo ou qualquer outro dano ocorrido na região genital da mulher, incluindo as lacerações e a episiotomia. As posições verticais foram definidas como todas as posições que proporcionem um ângulo superior a 45.º graus, entre o tronco e os membros inferiores, como por exemplo: de pé; de joelhos, de cócoras, sentada e de “quatro apoios”. Para investigar esta temática realizamos uma revisão integrativa da literatura, devido à sua abordagem metodológica. A seleção dos artigos deste estudo, basearam-se nos seguintes critérios de inclusão: idioma em português e inglês; gestações de feto único; adoção de posições verticalizadas no segundo período do trabalho de parto e qualquer tipo de trauma perineal, independentemente da paridade ou da analgesia. Como critérios de exclusão consideramos: as gestações com comorbilidades associadas, partos pré-termo e apresentações pélvicas. Deste modo, selecionamos 7 estudos, dos quais temos: 3 revisões sistemáticas da literatura com meta-análise; 1 estudo prospetivo controlado quase-experimental e 3 estudos de coorte (1 observacional; 1 retrospetivo e outro prospetivo). O principal resultado obtido foi que as posições verticalizadas reduzem a incidência do trauma perineal, relativamente às episiotomias. Já quanto às lacerações, alguns artigos referem maior preservação da integridade perineal na posição verticalizada, enquanto outros referem exatamente o oposto. Assim, consideramos pertinente a realização de mais estudos de elevada evidência científica, de forma a demonstrar e clarificar o efeito da posição verticalizada na incidência do trauma perineal.porTrauma PerinealPosições VerticalizadasTrabalho de partoA influência das posições verticalizadas na incidência do trauma perinealThe influence of verticalized positions in the impact of perineal traumamaster thesis202499073