Santos, JoãoSilveira, Maria João Bastos de Oliveira Sousa da2016-11-252016-11-252013http://hdl.handle.net/10400.26/16199Mestrado, Enfermagem de Reabilitação, 2013, Escola Superior de Enfermagem de LisboaEm Portugal o envelhecimento populacional é uma realidade que se tem vindo a agravar, consequência do aumento da esperança de vida e diminuição da natalidade, reflectindo-se num crescente número de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), prevendo-se uma evolução negativa nas próximas décadas. O aparecimento súbito desta patologia que apresenta consequências a nível da independência da pessoa, origina modificações consideráveis na dinâmica familiar. O doente, temporariamente ou definitivamente, deixa de conseguir satisfazer as suas necessidades humanas básicas de forma independente, pelo que se torna essencial a intervenção especializada por parte do enfermeiro de reabilitação, visando a melhoria da qualidade de vida da pessoa e respectiva família, promovendo a sua autonomia e ajudando-a na adaptação à nova realidade com a máxima satisfação. Por todo o impacto que esta patologia tem na sociedade actual e considerando a minha experiência clínica, esta problemática constituiu um foco de interesse, particularmente os distúrbios da comunicação e linguagem - uma consequência frequente do AVC. Devido aos limitados estudos realizados, decidi desenvolver esta temática, definindo como objectivo central a desenvolver no estágio compreender o papel do EER nos cuidados à pessoa com lesão neurológica com alterações a nível da comunicação e da linguagem, e sua família, em contexto hospitalar. Neste contexto, constituiu-se como fundamental a compreensão das principais dificuldades enfrentadas no internamento pela pessoa com alterações da comunicação/linguagem e família, em especial as que se prendem com a satisfação das necessidades humanas básicas. Esta compreensão, bem como a correcta avaliação das mesmas e a adequação de estratégias de intervenção, das quais se destaca a centralidade do doente na realização e implementação do plano de cuidados, permitirão uma intervenção o mais adequada possível à máxima satisfação do doente e família. A comunicação é assumida como uma capacidade inata, contudo, quando nos deparamos com pessoas com alterações da comunicação a nossa intervenção nem sempre a prioriza como objecto de cuidados específicos. A escassa literatura sobre esta temática, por parte dos enfermeiros,demonstra que é um tema a desenvolver e que, apesar de grande parte identificar défice de conhecimentos sobre estratégias a utilizar para que os cuidados sejam personalizados e dirigidos, aderem facilmente aos instrumentos de comunicação alternativa que lhe são apresentados.application/pdfporEnfermagem em reabilitaçãoAcidente vascular cerebralNecessidades humanasDistúrbios da linguagemFamíliaQualidade de vidaAutonomia do doenteIntervenção do enfermeiro especialista em reabilitação no doente com alterações a nível da comunicação e linguagem, em particular no doente que sofreu AVCmaster thesis201259338