Ramos, Ana CatarinaAlmeida, Margarida FerreiraSilva, Nádia Alexandra Coelho da2026-05-292026-05-292025-12-05http://hdl.handle.net/10400.26/63423Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas MonizIntrodução: Ao estar inserido no contexto da doença oncológica, o familiar pode experienciar luto antecipatório. A vivência do luto pode ser influenciada pela qualidade da relação, que também demonstra desempenhar um papel no crescimento pós-traumático (CPT). O principal objetivo da presente investigação é perceber a relação entre as variáveis em estudo, em familiares de doentes oncológicos. Método: A amostra é constituída por 111 participantes (Midade = 45,84; DP = 14,28), familiares de adultos diagnosticados atualmente com doença oncológica, com idade igual ou superior a 18 anos, e a residir em Portugal. O protocolo preenchido pelos participantes incluiu o questionário de dados sociodemográficos e clínicos sobre o familiar e o doente, o Questionário da Perturbação do Luto Prolongado – Pré-morte (PG-12), o Inventário da Qualidade da Relação – Versão Luto (QRI-B), e o Inventário de Crescimento Pós-Traumático (PTGI). Resultados: O CPT apresenta uma correlação estatisticamente significativa e positiva com a Proximidade (r = 0,196; p = 0,040), e o luto antecipatório apresenta uma correlação estatisticamente significativa e positiva com a Proximidade (r = 0,205; p = 0,031). Entre as variáveis em estudo, a Proximidade é a única que explica o CPT total (β = 0,196; p = 0,040). Conclusão: Apesar de não ter sido observada uma correlação entre o luto antecipatório e o CPT, o luto antecipatório e a Proximidade demonstraram-se correlacionados. Por sua vez, a Proximidade demonstrou desempenhar um papel importante na predição do CPT. Será importante, em estudos futuros, explorar um possível efeito mediador da Proximidade.Introduction: When dealing with cancer, family members may experience anticipatory grief. The experience of grief can be influenced by the quality of the relationship, which also plays a role in post-traumatic growth (PTG). The main goal of this study is to understand the relationship between anticipatory grief, relationship quality and PTG in family members of cancer patients at the time of death. Method: The sample consists of 111 participants (Mage = 45.84, SD = 14.28), family members of adults currently diagnosed with cancer, aged 18 years or older, and residing in Portugal. The protocol completed by the participants included informed consent, a questionnaire on sociodemographic and clinical data about the family member and the patient, the Prolonged Grief Disorder Questionnaire – Pre-death (PG-12), the Quality of Relationships Inventory – Bereavement Version (QRI-B), and the Post-Traumatic Growth Inventory (PTGI). Results: PTG shows a statistically significant and positive correlation with Closeness (r = 0.196, p = 0.040), and anticipatory grief shows a statistically significant and positive correlation with Closeness (r = 0.205, p = 0.031). Among the variables under study, Closeness is the only one that explains the total PTG (β = 0.196, p = 0.040). Conclusion: Although no correlation was observed between anticipatory grief and PTG, anticipatory grief and Closeness were found to be correlated. In turn, Closeness was shown to play an important role in predicting PTG. It will be important, in future studies, to explore a possible mediator effect of Closeness.porCancroCrescimento pós-traumáticoFamiliarLuto antecipatórioQualidade da relaçãoLuto antecipatório, qualidade da relação e crescimento pós-traumático em familiares de doentes oncológicosmaster thesis204107857