Charillon, Frédéric2011-09-262011-09-2620020870-757Xhttp://hdl.handle.net/10400.26/1309Desde o fim da Guerra Fria que as manifestações de um certo unilateralismo americano não deixam de inquietar os Europeus. Durante a guerra do Kosovo em 1999, ocorreram vários desentendimentos transatlânticos e a crise veio evidenciar os limites da União Europeia. Não tendo o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizado, explicitamente, a acção militar contra a Sérvia, diversos diplomatas europeus manifestaram a sua inquietação face a um duplo deslize da retórica americana tendencialmente política e depois moral, onde os contornos mudavam consoante os interesses de Washington. A invocação súbita da “comunidade internacional” liderada pelos Estados Unidos, e a banalização do apelo à “solidariedade atlântica” suscitaram reacções de supeita senão mesmo de desconfiança. A solidariedade com os Estados Unidos, mais que nunca, toma um carácter obrigatório. O artigo 5 da NATO foi invocado e a subscrição dos objectivos de guerra americanos tornou-se quase incontornável. Qual o significado e o impacto desta situação para a União Europeia em particular para a definição de uma política externa e de segurança comum credível? É conveniente recordar três pontos: por um lado o choque internacional produzido pelos atentados do 11 de Setembro saldou-se pelo pior momento diplomático para a União Europeia. Por outro lado e em consequência do primeiro ponto, a Europa deverá agora, gerir um risco político que hipoteca o futuro da sua diplomacia comum. A nova situação internacional comporta um certo número de oportunidades que os europeus fazem mal não agarrar, com a condição que exista uma vontade políticafraPolítica externaGuerraTerrorismoNATO (EUA, 1949)UE (a partir de 1993)EUAL'Union Européenne après le 11 Septembre :la politique étrangère commune à l'épreuve des normes américainesjournal article