Tomé, Luís Leitão2011-01-112011-01-1120080870-757Xhttp://hdl.handle.net/10400.26/511As relações entre Pequim e o Médio Oriente são um fenómeno recente relacionado com a ressurgência da China como grande potência e as suas crescentes necessidades de abastecimento energético. A China é o segundo maior consumidor mundial de energia e o país que regista o mais rápido aumento de consumo petróleo e dependência energética, daí a aproximação ao Médio Oriente, onde se encontram as maiores reservas. Nas suas relações com Estados do Médio Oriente (que já vão muito para além dos negócios energéticos) a China tem tido uma dupla preocupação: por um lado, aproveitar as hostilidades regionais face aos Estados Unidos, mas sem antagonizar a superpotência, cuja relação bilateral é o eixo central da política externa chinesa; por outro, desenvolver uma estratégia onmi-direccional, isto é, estabelecer relações amigáveis e produtivas com todos os países da região, de modo a que todos contribuam para o fortalecimento do seu “poder nacional abrangente” e simultaneamente, evitar posicionar parcialmente a China nos complexos conflitos regionais.porPolítica externaEstratégia regionalGeopolíticaSegurança energéticaCrescimento económicoEnergiaPetróleoConflitoMédio OrienteChinaChina e Médio Oriente : energia, claro, mas não só...journal article