Mendes, Pedro Cabral, 1971-Gouveia, Luís Octávio dos Santos2020-01-302020-01-302019http://hdl.handle.net/10400.26/31132O presente estudo propôs-se analisar o desempenho da agilidade com mudanças de direção em tenistas sub12. Para tal, esta investigação analisou: as diferenças de desempenho da agilidade com mudanças de direção em atletas sub12 de elite, de nível intermédio e principiantes; a relação entre o ranking e o desempenho da agilidade com mudanças de direção e a relevância da agilidade com mudanças de direção no processo formativo dos tenistas no escalão estudado. Participaram 78 tenistas do sexo masculino (idade: 11,22±1,41; massa corporal: 40,6±1,48 kg; estatura: 1,48±0,08 m), com rankings nacionais e sem ranking. Recorreu-se ao coeficiente de correlação de Pearson (r) e ao teste inferencial ANOVA One-way, ambos para um nível de significância de 5%. Não se confirmando o pressuposto da homogeneidade usou-se o teste post hoc de Games-Howell. Todos os participantes no estudo realizaram 3 ensaios no teste Spider drill e o seu nível de desempenho foi medido com o recurso ao sistema integrado Witty da marca Microgate (Mahopac, NY, USA), composto por uma consola Wireless Training Timer (recetor e armazenador dos dados coletados), uma fotocélula e um espelho refletor fixados a dois tripés com 1m de altura. Os resultados, indicam associação entre ranking e melhor nível de desempenho no teste apresentou uma intensidade alta, linear e positiva (r = 0.649), ou seja, um melhor ranking corresponde a uma melhor performance no referido teste. O desempenho nas mudanças de direção foi estatisticamente diferente entre os três grupos de jogadores, com uma dimensão de efeito média [F(2,21; 2,25; 2-26)=30,382, p-value=0.000, η2=0.448, π=1.0]. Os testes post-hoc revelaram a existência de diferenças estatísticas entre os três grupos, ou seja, os jogadores de elite foram mais rápidos do que os jogadores dos grupos intermédio (p-value=0,002) e principiantes (p-value=0,000), ao passo que os jogadores de nível intermédio foram mais velozes que os jogadores principiantes (p-value=0,005). Diante destes resultados, conclui-se que: A agilidade com mudanças de direção influencia a performance dos tenistas sub12; existe uma relação positiva e linear entre o ranking e a agilidade envolvendo mudanças de direção, ou seja, os jogadores de sub12 com melhor performance desportiva apresentam um melhor desempenho na agilidade com mudanças de direção. Assim, perspetiva-se que a agilidade com mudanças de direção pode ser um fator preditor do sucesso desportivo em jogadores de sub12.porAgilidade com Mudança de DireçãoTeste Spider DrillTénisAgilidade avaliada em mudança de direção em jovens tenistas de sub12master thesis202382745