Leite, Maria das Dores2015-07-162015-07-162012http://hdl.handle.net/10400.26/9372A doença crónica e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em particular, no seu processo de evolução, causa impacte altamente negativo na gestão das atividades de autocuidado e consequentemente na qualidade de vida dos clientes. Nas situações em que os clientes com DPOC vêm alterada a sua autonomia, resultante do impacte da doença, podem vivenciar um processo de transição que implica mudança e procura de um novo ponto de equilíbrio. É necessário ter em consideração os fatores intrínsecos do cliente - perfis de autocuidado - de acordo com Backman & Hentinen, que podem condicionar a mudança, a integração de conhecimentos e readaptação funcional para o autocuidado. O constructo de Tipologia de autocuidado representa a biografia de cada cliente, as suas experiências e expectativas futuras. Dada a importância deste constructo para o reconhecimento e compreensão das atitudes dos clientes, as autoras desenvolveram um instrumento SCHDE, que permite descrever o perfil de autocuidado dos clientes. São descritas quatro tipologias de autocuidado “Responsável”; “Formalmente Guiado”; “Independente” e “Abandonado”. O estudo desenvolvido teve como objectivo identificar o perfil de autocuidado predominante nos clientes com DPOC, que frequentavam a consulta de Medicina do Centro Hospitalar do Porto-Hospital de Santo António (CHP-HSA) e o Ginásio do Serviço de Cinesiterapia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE).Trata-se de um estudo quantitativo, de natureza exploratória e descritiva, baseado numa amostra não probabilística e de conveniência, constituída por 173 clientes com DPOC. Da análise dos resultados não foi encontrado nenhum cliente com perfil considerado “puro”, contudo em nova análise, com base nos perfis de autocuidado específicos encontramos sete (4,06%) clientes com perfil específico “puro”, e quatro (2,3%) clientes que evidenciavam perfis predominantes de dois tipos de autocuidado. Os restantes casos da amostra foram categorizados como “Indefinidos”, destes a maioria apresenta uma associação de caraterísticas de diferentes perfis de autocuidado, cujo valor mais relevante se refere à associação “Responsável/ Formalmente Guiado” que representa 50% dos casos “Indefinidos”. Através do processo de análise fatorial com base nos dados resultantes da avaliação dos perfis de autocuidado foi possível extrair 14 fatores, dos quais emergiram dois conjuntos predominantes com correlações positivas associadas aos diferentes perfis de autocuidado, destacando-se os perfis de autocuidado Responsável e Independente cujas caraterísticas são quase mutuamente inclusivas e distinguem atitudes pessoais de cooperação, autonomia, responsabilidade e confiança nos cuidados de saúde. Através destes dados foi possível identificar caraterísticas pessoais dos clientes com DPOC e associa-las a perfis de autocuidado, pelo que consideramos importante o desenvolvimento deste constructo para a conceção dos cuidados de enfermagem.porDoença pulmonar obstrutiva crónicaAutocuidadoA avaliação da tipologia do autocuidado em clientes com doença pulmonar obstrutiva crónicamaster thesis