Dias, Rui Pedro Gonçalves2026-03-242026-03-242025-10-03http://hdl.handle.net/10400.26/62409Trabalho individual final do Curso de Comando e Direção PolicialO presente estudo centrou-se na análise da utilização de sistemas de inteligência artificial no policiamento preditivo. Através da análise massiva de dados históricos relativos a um determinado padrão criminal, torna-se possível a delimitação de áreas geográficas de alto risco, onde um fenómeno criminal é mais provável de ocorrer, permitindo uma melhor alocação de recursos policiais. Contudo, vários dilemas éticos relacionados com a utilização destes sistemas, tornam a sua implementação desafiante. Para além da falta de transparência dos algoritmos, destaca-se, o risco de enviesamento de dados, que poderá condicionar a classificação de uma zona como alto risco, contribuindo para uma sensação discriminatória e de violação de privacidade por parte da população. Da análise de experiências internacionais de países como Holanda, Itália, França e Alemanha, verificou-se um benefício cauteloso. Perante a necessidade de regulamentação e definição de limites éticos, a União Europeia criou o Regulamento de Inteligência Artificial, que salienta a necessidade de supervisão humana e classificação do risco destes algoritmos. Assim, a utilização da inteligência artificial no policiamento preditivo poderá contribuir como inovação tecnológica nas forças de segurança, através da sua utilização como ferramenta de análise de dados altamente regulada, transparente e auditada, usada como mecanismo de suporte à atividade policial.O presente estudo centrou-se na análise da utilização de sistemas de inteligência artificial no policiamento preditivo. Através da análise massiva de dados históricos relativos a um determinado padrão criminal, torna-se possível a delimitação de áreas geográficas de alto risco, onde um fenómeno criminal é mais provável de ocorrer, permitindo uma melhor alocação de recursos policiais. Contudo, vários dilemas éticos relacionados com a utilização destes sistemas, tornam a sua implementação desafiante. Para além da falta de transparência dos algoritmos, destaca-se, o risco de enviesamento de dados, que poderá condicionar a classificação de uma zona como alto risco, contribuindo para uma sensação discriminatória e de violação de privacidade por parte da população. Da análise de experiências internacionais de países como Holanda, Itália, França e Alemanha, verificou-se um benefício cauteloso. Perante a necessidade de regulamentação e definição de limites éticos, a União Europeia criou o Regulamento de Inteligência Artificial, que salienta a necessidade de supervisão humana e classificação do risco destes algoritmos. Assim, a utilização da inteligência artificial no policiamento preditivo poderá contribuir como inovação tecnológica nas forças de segurança, através da sua utilização como ferramenta de análise de dados altamente regulada, transparente e auditada, usada como mecanismo de suporte à atividade policial.porinteligência artificialpoliciamento preditivoUnião Europeiaregulamento de inteligência artificialA inteligência artificial e o policiamento preditivo: riscos, benefícios e desafios à atividade policialresearch report