Fânzeres, José Manuel Ferreira2015-02-182015-02-182014-10978-972-27-2347-3http://hdl.handle.net/10400.26/7758Constituindo a Federação Russa uma entidade geopolítica com uma dimensão territorial e potencial único à escala global, tal é naturalmente gerador de uma vontade estratégica proporcional, a qual no entanto ao longo da sua milenar história nem sempre foi temperada pelas suas também imensas limitações. Esta permamente luta entre o “querer” e a capacidade necessária para o concretizar, e especialmente o nem sempre conhecimento exato da fronteira entre ambas, assume-se ela mesma como um fator que marca substancialmente o pensamento estratégico das suas elites. Atualmente poder-se-á afirmar, sem grande margem de erro, que o país se encontra numa nova fase de recuperação da sua influência estratégica, processo que no entanto apenas é possível devido à alavancagem possibilitada pelos seus recursos naturais. Contudo, o fenómeno de descompartimentação que se tem registado à escala global, incidindo inicialmente no plano económico, mas rápida e progressivamente potenciado pela geopolítica e geoestratégia que naturalmente o tendem a acompanhar e complementar, encerra ele mesmo maior número de dinâmicas limitativas para a consecução do processo de reconquista pela Federação Russa do anterior status no plano internacional, do que oportunidades que a favoreçam. Neste contexto, a gestão eficiente e harmónica da tipologia das respostas a estas dinâmicas contrárias por parte da Federação Russa, constituirá porventura o maior desafio que se colocará à matriz decisória das suas elites neste novo ciclo de reafirmação que o país experimenta.porGeopolíticaGeoestratégiaPolítica internaPolítica externaRússiaGeopolítica e geostratégia da Fderação Russabook