Marote, Luis2020-12-142020-12-142017Revista Portuguesa de Medicina Interna , 2017 , VOL.24 | N.º 1 | JAN/MAR , p 24-290872-671Xhttp://hdl.handle.net/10400.26/34330Considerando a iatrogenia devida a polifarmácia nos doentes muito idosos, caracterizou-se a sua prevalência nas terapêuticas propostas para doentes nonagenários aquando da sua alta do internamento de Medicina Interna. Métodos: Focamos ainda na identificação de fármacos a evitar conforme os critérios de Beers 2015 e a das interacções medicamentosas graves. Efectuou-se ainda análise de associação com correlação e regressão logística com os demais factores. Resultados: Em 258 prescrições (61,1%) foi encontrado pelo menos um fármaco potencialmente inapropriado, maioritariamente benzodiazepinas. Revelou-se associação com situação de polifarmácia, presença de demência e hiperplasia prostática. Em 54 casos (12,8%) identificou-se pelo menos uma interacção medicamentosa grave, sendo a mais frequente a associação ácido acetilsalicílico e dipiridamol. Nos 422 casos, a polifarmácia foi frequente (70,1%). Conclusão: A polifarmácia e doença cerebrovascular foram os preditores apurados. Alerta-se os clínicos para estes três fenómenos aquando do ajuste da prescrição de um doente muito idoso.porpolifarmáciafármacos inapropriadosinteração medicamentosaterapêutica do ambulatórioMedeira IslandRegião Autónoma da Madeira80 anos e maisPolifarmácia, Fármacos Inapropriados e Interacções Medicamentosas nas Prescrições de Doentes NonagenáriosPolypharmacy, Inappropriate Drugs and Drug Interactions in the Prescriptions of Patients Older Than 90 Yearsjournal article