Costa, Alexandra Pinto Santos daFaustino, Ana Margarida Pereira2017-10-242017-10-242017http://hdl.handle.net/10400.26/19105Associa-se à doença oncológica e ao seu tratamento uma plurissintomatologia que compromete a capacidade funcional da pessoa e o seu autocuidado, e que se exacerba quando há agudização de uma doença crónica já existente ou surge uma nova. As unidades de convalescença são locais que têm o objetivo de recuperarem a independência e a capacidade de autocuidado da pessoa anterior ao evento, permitindo-lhe o regresso a casa. Os dados de 2014 da unidade de convalescença onde trabalho mostram que 80% das pessoas admitidas residiam no domicílio antes do internamento, mas só metade destas regressaram a casa no pós-alta. Coloca-se por isto a pergunta: como pode o enfermeiro intervir na gestão dos sintomas do doente oncológico internado numa unidade convalescença de modo a melhorar a sua capacidade funcional para assumir o seu autocuidado? Para dar resposta a esta pergunta optou-se por fazer uma revisão narrativa da literatura, adotando como referencial teórico a teoria da gestão dos sintomas de Dood et al. (2001) e a teoria de défice de autocuidado de Dorothea de Orem (1971). Realizaram-se três estágios e uma visita de estudo em contextos diferentes, uma caraterização dos sintomas dos doentes oncológicos (com recurso à escala de avaliação de sintomas de Edmonton para determinar a sua intensidade) e questões abertas para identificar os fatores de agravamento e as estratégias de alívio dos respetivos doentes, bem como sua experiência do sintoma. Os sintomas que os doentes referiram mais frequentemente no hospital dia de oncologia foram a náusea e a fadiga, na unidade de convalescença e na unidade de assistência domiciliária foram a dor e a fadiga. Elaborou-se uma ação de formação sobre avaliação de dor e uma proposta de fluxograma para a abordagem inicial de enfermagem ao doente oncológico na unidade de convalescença. Como resultados verificou-se que a maioria dos doentes internados na unidade de convalescença melhoraram os seus scores em todas as atividades, nomeadamente transferências, deslocação, vestir e alimentação, mas apenas um doente atingiu a independência na atividade de subir as escadas e todos os doentes no momento da alta precisavam de ajuda para tomar banho.porEnfermagem oncológicaAutocuidadoCuidados de enfermagemDoente oncológicoA intervenção de enfermagem na gestão de sintomas do doente oncológico internado numa unidade de cuidados continuados :o impacto no seu autocuidadomaster thesis201830124