Abreu, MargaridaMendonça, Maria Carolina Magalhães2018-01-312018-01-312017http://hdl.handle.net/10400.26/20912Com o envelhecimento populacional e, consequentemente, a diminuição da funcionalidade física e capacidade cognitiva, aumenta o risco de queda e assim, o risco de fratura da extremidade proximal do fémur. Objetivos: Este estudo teve como objetivo conhecer os critérios definidos para a alta hospitalar das pessoas idosas internadas após fratura da extremidade proximal do fémur; identificar a perceção dos profissionais de saúde, envolvidos na alta das pessoas idosas internadas após fratura da extremidade proximal do fémur sobre o momento desta; identificar a diferença entre os conteúdos necessários e os transmitidos ao familiar cuidador na preparação da alta de pessoas idosas internadas após fratura da extremidade proximal do fémur e Identificar a perceção dos familiares cuidadores em relação ao momento da alta hospitalar da pessoa idosa internada após fratura da extremidade proximal do fémur. Metodologia: O estudo foi de natureza qualitativa, descritivo e exploratório. Participaram no estudo os profissionais de saúde que exerciam atividade profissional no serviço de ortopedia e eram responsáveis pela referenciação dos doentes, bem como os que pertenciam à equipa de gestão de altas e os familiares cuidadores das pessoas idosas que sofreram fratura da extremidade proximal do fémur. A técnica de colheita de dados foi a entrevista semiestruturada. Os dados foram tratados através da análise de conteúdo de acordo com a técnica definida por Bardin. Resultados: Quanto aos critérios para a alta hospitalar da pessoa idosa, identificaram‐se as categorias, critérios clínicos e sociais; a perceção dos profissionais de saúde acerca do momento da alta dependia da existência de apoio familiar adequado ou apoio familiar não adequado; no momento da alta hospitalar, quando os FC foram questionados acerca da preparação que tinham tido por parte dos profissionais, a maioria referiu não ter recebido qualquer tipo de preparação. De facto, a maioria dos profissionais de saúde teve apenas a preocupação de realizar a articulação com as unidades funcionais do Centro de Saúde (USF e ECCI). Em relação à perceção dos familiares cuidadores acerca do momento da alta hospitalar da pessoa idosa, a maioria aceitou/sentiu contentamento, mas um número significativo ficou preocupado. Conclusão: Os resultados deste estudo ajudaram‐nos a compreender as necessidades dos FC e a necessidade de um planeamento de alta estruturado, com intuito de uma preparação mais eficaz do FC para o desempenho do seu papel, garantir a continuidade dos cuidados à pessoa idosa e, simultaneamente, melhorar a qualidade de vida do FC.porFratura da extremidade proximal do fémurQuedaFamiliar CuidadorDo hospital à comunidade: A problemática das altas precoces na pessoa idosa dependente com fratura da extremidade proximal do fémurFrom the hospital to the community: the problem of early discharges for an Elderly dependent person with fracture of the proximal tip of the femurmaster thesis201831449