Percorrer por autor "Sousa, Laura Sofia Neves de"
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- Indicadores de risco de incidentes marítimos com base em dados do sistema de monitorização contínua das actividades de pescaPublication . Sousa, Laura Sofia Neves de; Guerreiro, Ricardo Manuel CorreiaA salvaguarda da vida humana no mar é uma das maiores responsabilidades da Marinha Portuguesa. Nos últimos anos têm sido implementados novos sistemas e desenvolvidas aplicações informáticas com vista a melhorar o conhecimento situacional marítimo e a assegurar uma efetiva capacidade de comando e controlo. Em 2011, a Marinha Portuguesa, após o acidente marítimo da embarcação de pesca ANA DA QUINTA, deparou-se com a necessidade de desenvolver uma ferramenta que possibilitasse a análise dos dados provenientes do sistema MONICAP (Monitorização Contínua das Atividades de Pesca). Esta embarcação encontrava-se a navegar a oeste da ilha das Flores quando transmitiu a sua última posição conhecida, antes de naufragar. É desconhecido o motivo pelo qual não foram despoletados os equipamentos de alerta de socorro que possuía, assim o aviso de que a embarcação poderia estar em perigo veio a ser dado tardiamente, pelo armador da embarcação. Após este acidente, a Direção de Análise e Gestão da Informação (DAGI), com o objetivo de facilitar o reconhecimento e antecipação de situações de perigo, desenvolveu uma aplicação informática que permite classificar embarcações de pesca de acordo com o risco de ocorrência de incidente marítimo, o qual é determinado recorrendo à distância à linha de costa e ao atraso de transmissão da posição da embarcação. A introdução desta aplicação no MRCC (Maritime Rescue Coordination Centre) Lisboa co-localizado com o Centro de Operações Marítimas (COMAR) tem constituído uma mais-valia para a Marinha Portuguesa, contudo esta ferramenta apenas apresenta um incremento no nível de confiança para casos semelhantes ao da embarcação ANA DA QUINTA (distância a costa e atraso de transmissão muito grande). Pretende-se, com esta dissertação, melhorar a classificação de risco de embarcações de pesca, considerando para isso outros parâmetros, como as condições meteoceanográficas no local, a probabilidade de acidente na área de operação, o número de sinais transmitidos no período sinótico, o estado das embarcações ou a proficiência das guarnições, dando ao operador a possibilidade de classificar estes últimos dois parâmetros.
