Percorrer por autor "Pereira, Carlos Manuel Lopes"
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- Do clima ao conflito - como as alterações climáticas ameaçam a segurança no século XXIPublication . Pereira, Carlos Manuel LopesAs alterações climáticas (AC) constituem um dos maiores desafios globais do século XXI, com impactos que ultrapassam largamente a esfera ambiental, afetando a saúde pública, a economia e a segurança das sociedades. O presente trabalho analisa as múltiplas consequências deste fenómeno, sob uma perspetiva securitária, distinguindo entre as vertentes “safety”, como riscos diretos para a vida humana e infraestruturas, e “security”, como riscos para a ordem pública, estabilidade social e geopolítica. A investigação parte de um enquadramento teórico, que explora a evolução do estudo das AC, desde as suas origens científicas até ao estado atual do conhecimento, confrontando as visões que atribuem responsabilidade à ação humana, com as correntes mais céticas, que defendem a variabilidade natural do clima. Complementarmente, procede-se à análise dos impactos económicos, sociais e sanitários já registados a nível global, evidenciados em relatórios internacionais e em literatura especializada. No plano empírico, recorre-se a questionários e entrevistas realizadas a entidades nacionais relevantes, no domínio da segurança, de modo a captar perceções institucionais sobre a preparação, vulnerabilidades e estratégias de resposta face às AC. Conclui-se que os efeitos deste fenómeno configuram uma ameaça multidimensional, exigindo não apenas políticas de mitigação ambiental, mas igualmente medidas de reforço da segurança interna, proteção civil (PROCIV) e cooperação internacional. A abordagem integrada entre ciência, política e segurança revela-se, assim, indispensável para enfrentar os desafios presentes e futuros.
- A projeção operacional da dimensão externa da Polícia de Segurança PúblicaPublication . Pereira, Carlos Manuel Lopes; Elias, Luís Manuel AndréPortugal é membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia (UE). A sua estratégia internacional passa por se empenhar num esforço global para criar sinergias e produzir paz a nível mundial. Nesta senda, Portugal tem feito um enorme esforço no sentido de se fazer representar onde as grandes organizações produtoras de paz assim o requeiram. A participação de Portugal, ao nível das Forças e Serviços do Ministério da Administração Interna (MAI) iniciou-se em 1992, com a Polícia de Segurança Pública (PSP) quando foi autorizado o envio de um contingente para a missão da ONU na ex-Jugoslávia (UNPROFOR). Desde aí, a PSP já esteve em missões em 18 países de quatro continentes. A PSP é hoje uma polícia moderna, integral, imbuída de princípios de bem servir e respeito pelos direitos humanos, balizada por padrões internacionalmente aceites, e, em sintonia com o interesse estratégico nacional no que respeita à política de segurança externa, constituindo-se como um ator ativo na participação em Operações de Apoio à Paz da ONU e missões de gestão civil de crises da EU, suas Agências e cooperação internacional. A PSP, resultante dessa participação internacional, possui nos seus quadros, Oficiais, Chefes e Agentes, capazes de, em qualquer parte do mundo, inseridos no seio de uma organização internacional, exercer uma panóplia de funções policiais que, com o profissionalismo que lhes é reconhecido, darão um enorme contributo ao nível do “peacekeeping” e “peacebuilding” para ajudar as estruturas dos países, especialmente ao nível das Forças de Segurança, a criar bases sólidas para que novos conflitos não ocorram e os mesmos prosperem. Estamos em crer que a PSP, apesar de alguns contratempos, nomeadamente o facto de as contratações de pessoal serem inferiores às saídas, continuará a honrar os seus compromissos internacionais, elevando a imagem do país e da instituição a patamares de excelência que nos veio habituando desde 1992. No quadro atual de ameaças, esperamos ainda que a estratégia nacional continue a honrar os compromissos internacionais em matéria de segurança externa e que, Portugal, um país geograficamente pequeno, se engrandeça e se coloque ao nível dos maiores, continuando a ser um parceiro ativo nas decisões da segurança do mundo.
