Percorrer por autor "Oliveira, Nuno Miguel Doirado"
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- Análise do grau de satisfação dos elementos policiais da PSP, em relação à formação e adequação da defesa pessoalPublication . Oliveira, Nuno Miguel Doirado; Monteiro, Luis FernandesA formação em defesa pessoal é uma área pouco estudada. Como tal, existe uma lacuna em conhecer a satisfação dos elementos policiais e as necessidades que daí advém. Sem esse conhecimento não é possível aferir se os polícias possuem as ferramentas adequadas para realizarem um serviço eficaz e eficiente, neste âmbito. Apenas a pesquisa empírica consegue combater a inércia da formação e reunir contributos para a formulação de métodos mais adequados. Foi aplicado um inquérito a 211 elementos da Polícia de Segurança Pública, que pretende obter dados, com base na experiência desses elementos, sobre o grau de satisfação em relação à formação e adequação da defesa pessoal. Os resultados reflectem uma insatisfação geral relacionada com esta área. Os elementos policiais consideram que deveriam ser dedicadas mais horas a esta formação e que esta devia permitir uma real aplicabilidade às situações concretas. Para tal adequação, esta investigação, das possíveis soluções, permitiu relevar algumas das que efectivamente poderiam contribuir para uma melhor formação.
- O impacto da gravação por cidadãos na atuação policial - o ponto de vista dos políciasPublication . Oliveira, Nuno Miguel DoiradoA disseminação de smartphones com capacidade de gravação expôs a atuação policial a um escrutínio permanente, tornando as filmagens por cidadãos um tema central para a legitimidade, a confiança pública e a eficácia da Polícia. Este estudo analisou, no contexto português, de que modo os polícias percecionaram e geriram essa visibilidade acrescida, procurando compreender se a possibilidade de estar a ser filmado influenciou a decisão e a atuação operacional. Recorreu-se a um desenho quantitativo, através de questionário online aplicado a polícias da Polícia de Segurança Pública, obtendo-se 1.436 respostas válidas. A análise descritiva de frequências e médias revelou elevada exposição a filmagens, perceção de hostilidade por parte dos cidadãos e sensação de invasão da privacidade, mas alterações comportamentais explícitas pouco frequentes. Verificou-se, contudo, maior cautela, hesitação pontual e impacto psicológico relevante. Foram ainda identificadas lacunas formativas e perceção de aplicação normativa irregular. As câmaras portáteis de uso individual foram vistas como instrumentos fiáveis e legitimadores, em contraste com as filmagens informais, percecionadas como vulnerabilizantes. Concluiu-se que os efeitos das gravações incidiram sobretudo no plano psicológico, recomendando-se formação específica e políticas institucionais de adaptação.
