Percorrer por autor "Gouveia, Constança Monteiro Risques Camões"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Aparências enganam? O papel da familiaridade visual no phishingPublication . Gouveia, Constança Monteiro Risques Camões; Silva, Sérgio Vinhas da; Mendonça, Pedro XavierO phishing continua a representar uma das mais comuns e eficazes formas de ameaça no panorama da cibersegurança nacional. Esta ameaça explora as vulnerabilidades humanas através de manipulação visual, textual e contextual. Esta dissertação teve como objetivo, compreender o papel do design e da familiaridade visual na perceção de segurança dos utilizadores perante e-mails de phishing. Para tal, foram identificadas estratégias psicológicas, gráficas e técnicas presentes na literatura, e, desenvolvido um questionário estruturado em diferentes secções, que incluiu a caracterização sociodemográfica, a avaliação de literacia digital e cibersegurança, e uma componente experimental baseada na análise de três casos práticos comparativos de e-mails legítimos e fraudulentos. A amostra foi constituída por participantes de diferentes gerações digitais, dividida em nativos digitais e imigrantes digitais, permitindo analisar variáveis como literacia digital, experiência prévia com phishing e pertença geracional. De forma geral, verificou-se que a familiaridade com marcas reconhecidas constitui o fator mais determinante para a perceção de legitimidade, mesmo quando associada a mensagens fraudulentas com baixo nível de sofisticação visual. A literacia digital revelou-se igualmente relevante, estando associada a uma maior capacidade de identificar corretamente e-mails de phishing, independentemente da geração. Por outro lado, a presença de elementos gráficos isolados não aumentou a confiança dos utilizadores, e a condição de cliente das marcas imitadas não se traduziu em maior vulnerabilidade. A experiência prévia com phishing esteve fortemente associada ao aumento da autoconfiança dos participantes, mas não ao desempenho objetivo, sugerindo uma dissociação entre perceção subjetiva e eficácia real. Os resultados, permitem concluir que a vulnerabilidade ao phishing decorre sobretudo da interação entre atalhos cognitivos associados à familiaridade e nível de competência digital, reforçando a necessidade de estratégias de sensibilização e formação que não apenas aumentem a literacia digital, mas que promovam também o pensamento crítico perante mensagens aparentemente legítimas, de modo a mitigar ações impulsivas perante e-mails familiares.
