Percorrer por autor "Barradas, Maria Gertrudes Silvestre Bento"
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- Análise da relação entre a percepção de justiça organizacional e o burnout em professores do ensino superiorPublication . Barradas, Maria Gertrudes Silvestre Bento; Correia, AnabelaA profissão de docente tem sido sujeita a modificações profundas e é considerada como uma das mais stressantes, podendo o stress ocupacional crónico conduzir ao burnout. O principal objectivo deste estudo foi analisar a relação entre a percepção de justiça e a síndrome de burnout em professores do ensino superior. Neste sentido, pretendemos conhecer a percepção dos professores sobre a justiça organizacional, verificar se apresentam a síndrome de burnout, avaliar se a percepção de justiça se associa ao desenvolvimento do burnout e verificar quais os factores individuais que mais se associam com a justiça organizacional e com o burnout. A justiça organizacional é definida de acordo com cinco dimensões: interpessoal, informacional, procedimental, distributiva das recompensas e distributiva das tarefas (Rego, 2001a). O burnout foi definido de acordo com três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal (Maslach e Jackson, 1997). A amostra deste estudo é constituída por 120 professores de cinco Escolas do Ensino Superior. Nos resultados obtidos neste estudo, verificamos que os professores apresentam níveis mais baixos relativamente à justiça procedimental e à justiça distributiva das recompensas no contexto organizacional onde estão inseridos. Quanto ao nível do burnout este grupo profissional apresenta níveis médios de exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal. Em relação à associação entre a justiça organizacional e o burnout constatamos que a justiça na distribuição das tarefas se associa negativamente com a exaustão emocional e a justiça distributiva das recompensas está mais associada com a realização pessoal. Em relação à percepção dos professores sobre a justiça organizacional, as diferenças estatisticamente significativas encontradas, evidenciam a associação de algumas variáveis individuais, como o vínculo laboral, regime de prestação de serviço, tempo na instituição, tempo de serviço na função e número de horas de trabalho diário. No que concerne aos factores individuais que mais se associam à síndrome de burnout dos professores, constata-se que os professores do sexo masculino apresentam maior nível de despersonalização e que aqueles que prestam serviço a tempo integral, sem dedicação exclusiva, apresentam maior exaustão emocional que os que exercem funções a tempo parcial. Além disso, observa-se que os professores que trabalham entre 8 e 9 horas diárias apresentam maiores níveis de despersonalização que os colegas que trabalham entre 7 e 8 horas diariamente.
