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| Title: | O futuro da comunidade de segurança transatlântica |
| Authors: | Gaspar, Carlos |
| Keywords: | Política internacional Segurança internacional Relações internacionais Relações transatlânticas Sistema internacional Guerra fria, 1947-1989 Pós-guerra fria Terrorismo NATO (EUA, 1949) UE (a partir de 1993) Europa URSS Rússia EUA |
| Issue Date: | Nov-2011 |
| Publisher: | Instituto da Defesa Nacional |
| Series/Report no.: | III;Nº 5 |
| Abstract: | O processo de constituição da comunidade transatlântica – a aliança das democracias
ocidentais nas duas margens do Atlântico Norte – começou em 1941, com a Carta do Atlântico, assinada por Franklin Roosevelt e Winston Churchill, e com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, a seguir a Pearl Harbour.
Depois da vitória, a comunidade transatlântica institucionalizou‑se,
primeiro com o “Plano Marshall” e a Organização para a Cooperação Económica Europeia e, depois, com o Tratado de Washington, que a transformou numa aliança estratégica duradoura.
A formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) resultou da
necessidade de conter a União Soviética, que se tornou uma grande potência com a
vitória sobre a Alemanha e, apesar das crises recorrentes entre os Estados Unidos e os seus aliados europeus, a Aliança Atlântica conseguiu não só sobreviver intacta como prevalecer sobre os seus inimigos na competição bipolar.
No fim da Guerra Fria, a OTAN foi essencial para manter um quadro de estabilidade
regional perante as crises que resultaram da tentativa falhada de reforma do regime
comunista russo e provocaram a decomposição do império soviético. Nesse processo
de mudança dos equilíbrios estratégicos, a Aliança Atlântica pôde preencher o vazio
criado pela dissolução do Pacto de Varsóvia e da União Soviética, bem como assegurar
as condições institucionais para a unificação pacífica da Alemanha.
Contra as expectativas dos realistas mais convencionais, a Aliança Atlântica não
se dissolveu no momento da vitória ocidental. Pelo contrário, adaptou‑se
às novas circunstâncias estratégicas e tornou‑se um garante do status quo europeu no pós‑Guerra Fria, nomeadamente com o alargamento da OTAN e a sua intervenção nas guerras balcânicas. Porém, a revisão das prioridades estratégicas dos Estados Unidos, acelerada pelo 11 de Setembro, revelou uma crise profunda da comunidade transatlântica, em que voltou a estar em causa a continuidade da Aliança Atlântica.
O futuro da coligação das democracias ocidentais está em aberto e depende
da vontade dos aliados e da sua capacidade para consolidar o lugar central da
comunidade transatlântica como um pólo indispensável de estabilidade do sistema
internacional. |
| Peer Reviewed: | yes |
| URI: | http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/2022 |
| ISBN: | 9789729393228 |
| Publisher version: | http://www.idn.gov.pt/publicacoes/cadernos/idncadernos_5.pdf |
| Appears in Collections: | Cadernos do IDN
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