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Título: Indústria nacional na edificação de capacidades da defesa
Outros títulos: Contributos do desenvolvimento sustentado das capacidades das Forças Armadas para a economia nacional
Autor: Ferreira, José
Palavras-chave: Indústria de Defesa
Economia
Capacidade
Planeamento
Investigação e Desenvolvimento
Tecnologia
Defense Industry
Economy
Capability
Planning
Research and Development
Technology
Data: 2013
Editora: IESM
Resumo: Em 2010, a venda de armamento rendeu às 100 maiores empresas de defesa do mundo, cerca de 411 mil milhões de dólares. A indústria de defesa tem vindo a ganhar relevância ao longo dos anos, devido à dimensão económica que alcançou e também devido à utilização intensiva de tecnologia, que aplica em diversas áreas de consumo, militares e civis. A importância económica da indústria de defesa, e a sua imprescindibilidade na sustentação logística das Forças Armadas, conferem-lhe uma dimensão estratégica. Em Portugal, os períodos de maior atividade da indústria de defesa estão relacionados com situações de crise ou guerra, como foi o caso das operações militares em África, entre 1961 e 1974. Neste período, o embargo internacional de venda de armas a que Portugal esteve sujeito, conferiu à indústria de armamento um papel fundamental na sustentação do esforço militar no Ultramar. A redução do dispositivo militar que ocorreu após 1974 e o reajustamento orçamental subsequente tiveram consequências na indústria nacional de armamento, que perdeu competitividade e acabou por se tornar insolvente e encerrar definitivamente no ano 2000. As restantes empresas de defesa com participação pública, foram integradas na Holding “Empresa Portuguesa de Defesa” (EMPORDEF). O objetivo traçado pelo Executivo para as empresas de defesa com participações públicas é a criação de condições para a sua privatização. Este trabalho pretende identificar de que forma é que o desenvolvimento de capacidades de defesa das Forças Armadas pode contribuir para a dinamização da economia relacionada com o setor de defesa, nomeadamente através da indústria, no atual momento de austeridade financeira. A nossa investigação conclui que a indústria de defesa apresenta limitações, mas também revela potencial de expansão em alguns setores tecnológicos. A profunda crise financeira que atravessamos, condiciona o desenvolvimento autónomo de novas capacidades de defesa. As alternativas residem na adesão a projetos cooperativos de partilha de capacidades, no âmbito da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), nos quais a indústria nacional desempenhe um papel ativo e também no incremento da cooperação em Investigação e Desenvolvimento (I&D) entre as Forças Armadas, entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN) e indústria com vista à produção e comercialização de capacidades de defesa. Abstract: In 2010, the weapon sales of the top 100 defense companies in the world added up to around 411 billion dollars (Stockholm International Peace Research Institute, 2013). The defense industry has gained importance over the years due to its economic dimension and to the intensive use of technology, which is used in both, military and civilian products. The economic importance of the defense industry, and its indispensability for the logistic support of the Armed Forces, has made it a strategic asset for the countries. In Portugal, the peak periods of the defense industry are related to situations of crisis or war, as was the case of the military operations in Africa between 1961 and 1974. In this period, the international embargo on arm sales to Portugal created conditions for the armament industry to assume a key role in supporting the military effort overseas. The reduction of the military apparatus that occurred after 1974 and shrinking of the budgets allocated to defense, had consequences to the national armament industry. First, it lost competitiveness; then, became insolvent and eventually closed doors in 2000. The defense companies with public participation were integrated into the Holding “Empresa Portuguesa de Defesa (EMPORDEF)”. The objective set by the Executive for these defense companies is the creation of conditions to make them private. This study aims to identify how the development of defense capabilities of the Armed Forces can contribute to boosting the economy related to the defense sector, specifically through the industry, at a time of financial austerity. Our research concludes that the defense industry has limitations but that it also reveals a growth potential in some areas of technology. The deep financial crisis we are experiencing severely limits the development of new military capabilities on a stand-alone basis. The alternatives lie in the adherence to cooperative projects that develop defense capabilities within the EU and NATO, where the domestic industry can play an active role. Additionally, the industry has to increase the research and development cooperation with the military, universities and industry so that there is an integration of the production and marketing of the defense capabilities.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9964
Aparece nas colecções:IUM - CRC - CPOS - MAR - Trabalhos de Investigação Individual

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