Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/9504
Título: Ansiedade e depressão : recurso aos serviços de saúde em contexto prisional
Autor: Azevedo, Tânia Maria
Palavras-chave: Ansiedade
Depressão
Prisão
Cuidados de Saúde
Data de Defesa: 2014
Resumo: As prisões, tal como refere Goffman (2008), são na atualidade o principal meio punitivo para a privação da liberdade sendo que o estar preso é uma situação contranatura. São diversas as dificuldades manifestadas pela população reclusa na adaptação ao meio prisional. Contudo, é neste contexto que a sintomatologia da ansiedade e depressão é mais prevalente, e está presente nas perturbações da adaptação (Haskins, 2000 e Chinchilla, 2002 cit. por Alvarez, 2005). Os sintomas depressivos estão associados essencialmente à perda do contato social e tendem a aumentar com o avançar do tempo, enquanto a sintomatologia da ansiedade aumenta ou diminui consoante a reação e a adaptação ao contexto prisional (Ruiz, 2007). Este estudo teve como objetivo descrever a ansiedade e depressão da população reclusa de um estabelecimento prisional do norte e a sua relação com variáveis psicossociais, jurídico-legais, clinicas e o recurso aos serviços de saúde em contexto prisional. O propósito é o de poder contribuir para a melhoria de prestação de cuidados de Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria em contexto prisional. Desenvolveu-se um estudo exploratório, transversal e descritivo, enquadrado no paradigma quantitativo. A amostra, não probabilística sequencial, foi constituída por todos os reclusos admitidos num Estabelecimento Prisional (EP) do norte do país, no período de um mês. É composta por 39 participantes, do sexo masculino com idades compreendidas entre os 18 e os 59 anos, com uma média de 36,6 anos (DP de 11,1). XVIII Foi aplicado um questionário, constituído por três partes: parte I - com questões para caraterização psicossocial, jurídico-legal e situação clinica. A II parte pela Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), adaptada para a população Portuguesa por Pais-Ribeiro, et al. (2006), que avalia a depressão e a ansiedade. Tem no total 14 itens (α= 0,86). A parte III contém uma questão relativa à priorização dos reclusos na procura de ajuda para algum problema de saúde. Nos resultados obtidos verificou-se que 56,4% dos participantes apresentam sintomatologia de ansiedade e depressão. A situação jurídico-legal de condenado associa-se a mais sintomas de ansiedade e depressão. Também, o ter sido submetido a intervenção prévia para o abuso de substâncias e a sinalização de risco de suicídio na admissão ao EP associa-se a mais sintomas de ansiedade e depressão. No recurso aos serviços de saúde em contexto prisional apresentam mais sintomas de ansiedade os participantes que recorrem a petições e mais sintomas de ansiedade e depressão os que recorrem à triagem e aos profissionais de saúde. A realização deste trabalho alerta para a necessidade de deteção de sinais e sintomas de ansiedade e depressão centrados na resposta humana ao processo de adaptação ao contexto prisional, geradores de sofrimento, alteração ou perturbação mental. O Enfermeiro Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria (EESMP) tem assim um papel importante na prevenção da doença e promoção da saúde mental, com intervenções específicas.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9504
Designação: Mestrado em Enfermagem Saúde Mental e Psiquiatria
Aparece nas colecções:ESEP - Dissertações de Mestrado

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