Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/9463
Título: Depressão e ansiedade em doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica : implicações na adesão à oxigenoterapia de longa duração
Autor: Mota, Patrícia Sofia
Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crónica
Depressão
Qualidade de vida
Data de Defesa: 2013
Resumo: A DPOC é uma patologia que afeta cerca de 210 milhões de indivíduos em todo o mundo e cuja expressão tem vindo a aumentar. Em Portugal estima-se uma prevalência de 14,2% em indivíduos com mais de 40 anos (Bárbara et al., 2013). A depressão e a ansiedade são duas das comorbilidades mais frequentes da DPOC e simultaneamente das mais subdiagnosticadas e subtratadas (Cafarella et al., 2013; Maurer et al., 2008). Com a progressão da doença, uma das opções terapêuticas passa pelo recurso à OLD, o que aumenta a sua sobrevida (Medical Research Council Working Party, 1981; Nocturnal Oxygen Therapy Trial Group, 1980). Este projeto procura descrever a depressão e a ansiedade em doentes com DPOC sob OLD e analisar a sua relação com as variáveis psicossociais, adesão à OLD e qualidade de vida. Foi realizado um estudo exploratório, descritivo e transversal num paradigma quantitativo, em doentes com DPOC com OLD prescrita entre a 1 de Janeiro e 15 de Maio, de um hospital de nível IV da cidade do Porto. Trata-se de uma amostra de conveniência, tendo sido incluídos 17 indivíduos de forma sequencial, constituída essencialmente por indivíduos do sexo masculino (76,5%), com 73,7 anos em média (DP=11,5), 52,9% casados e 88,2% com quatro ou menos anos de escolaridade. Em contexto domiciliário, foi aplicado pelo investigador principal um questionário para recolha de dados referentes às variáveis psicossociais, HADS e SF-36. Foram tidos em conta os procedimentos éticos no decorrer do projeto de investigação. Verificou-se existir uma prevalência de 70,6% de depressão e 41,2% de ansiedade. XVI Na relação entre depressão e ansiedade e as variáveis psicossociais verificou-se uma maior prevalência de depressão nas mulheres (75%) e uma maior prevalência de ansiedade nos homens (53,8%), que a escolaridade não parece influenciar estas variáveis e que, quanto ao estado civil, os indivíduos solteiros e divorciados têm uma a prevalência de depressão e ansiedade igual (50% e 100% respetivamente), já nos indivíduos casados e viúvos há um maior predomínio de depressão do que de ansiedade (66,7% vs. 44% e 80% vs. 20% respetivamente). 57% dos doentes que apresentavam ansiedade e 50% dos doentes com depressão não aderiam à OLD (sem significado estatístico). Existe uma relação inversa entre a depressão e a ansiedade e a qualidade de vida. Os doentes com depressão e ansiedade apresentam medianas mais baixas em todas as subescalas da SF-36. Conclui-se que há elevada prevalência de depressão e ansiedade na amostra em estudo, bem como uma taxa elevada de baixa adesão à OLD. A relação entre a Depressão e Ansiedade e a adesão à OLD são o inverso do que se previa após a revisão bibliográfica e a análise da relação entre a depressão e a ansiedade e a qualidade de vida dos doentes espelham uma relação clara entre estas variáveis e a diminuição da qualidade de vida dos doentes com DPOC e OLD prescrita.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9463
Designação: Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria
Aparece nas colecções:ESEP - Dissertações de Mestrado

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