Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/9296
Título: O impacte da doença pulmonar obstrutiva crónica nas atividades do autocuidado
Autor: Alves, Maria Célia
Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crónica
autocuidado
Data de Defesa: 2012
Resumo: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma patologia crónica de evolução lenta e progressiva, com grande impacte sobre a função respiratória. É no entanto, uma doença controlável, com alguns efeitos extra pulmonares significativos que podem contribuir para a sua gravidade, podendo estar sujeita a períodos de exacerbação. A DPOC provoca limitações funcionais que levam à diminuição progressiva da capacidade de realizar atividades do quotidiano. O autocuidado é um dos conceitos centrais da disciplina de Enfermagem, e para o qual devem estar disponíveis, terapêuticas que permitam desenvolver no cliente a capacidade para se autocuidar. No desenvolvimento das terapêuticas, os Enfermeiros podem ser confrontados com fatores intrínsecos ao cliente que podem, condicionar a reconstrução da independência. Este estudo tem como finalidade aprofundar o conhecimento sobre o impacte da doença na dependência no autocuidado dos clientes com DPOC, bem como, avaliar o potencial do instrumento de avaliação utilizado, para identificar e descrever o nível de dependência no autocuidado, com vista a produzir informação que oriente a definição de prioridades de intervenção no domínio da promoção da independência no autocuidado. Para dar resposta a estes objetivos recorremos a uma abordagem quantitativa, e realizamos um estudo exploratório, descritivo e transversal. Para a sua consecução construímos um formulário de avaliação da dependência no autocuidado para clientes com DPOC, que aplicamos a uma amostra não probabilística e de conveniência constituída por 166 clientes da consulta de Medicina do CHP/HSA e do Serviço de Cinesiterapia do CHVNG/E. Os clientes desta amostra tinham em média 68,42 anos, apresentavam um valor médio de FEV1 de 49,72% e um tempo médio de evolução da doença de 16,24 anos, sendo a sua maioria do sexo masculino 75,30% e reformados 83,13%. O formulário de avaliação da dependência dos clientes com DPOC nas atividades de autocuidado tem boa consistência interna (0,964) e é de fácil aplicação. XII Dos resultados obtidos, relativamente ao nível global de dependência no autocuidado, constata-se que a DPOC tem grande impacte nas atividades do autocuidado uma vez que, 80,12% dos clientes têm necessidade de ajuda de pessoa; 9,04% têm necessidade de equipamento e apenas 10,84% são completamente independentes. De facto a doença provoca dependência no autocuidado global e nas várias subescalas do autocuidado. A subescala do autocuidado andar é aquela em que os clientes apresentam maior dependência no autocuidado, o que favorece a adoção por parte dos clientes, de um estilo de vida sedentário. Este estudo permite constatar que: ser reformado, ser do sexo feminino, ter mais idade, menos escolaridade e mais anos de evolução da doença são fatores que estão associados ao aumento da dependência no autocuidado. Neste estudo verificamos que um aumento da dependência em qualquer subescala está associado a um aumento de dependência nas outras. A avaliação do impacte da DPOC nas atividades do autocuidado revela-se como fulcral na abordagem do cliente com DPOC, para que os Enfermeiros possam contribuir efetivamente para o desenvolvimento de competências cognitivas e instrumentais que facilitem a adoção pelo cliente de estratégias adaptativas, que contribuam para a manutenção da independência no autocuidado.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9296
Designação: Mestrado em Enfermagem de Reabilitação
Aparece nas colecções:ESEP - Dissertações de Mestrado

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