Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/9224
Título: Saúde mental e consumo de substâncias psicoactivas em adultos na comunidade
Autor: Oliveira, Sofia
Palavras-chave: Saúde mental
Cuidados de saúde primários
Substâncias psicoactivas
Data de Defesa: 2011
Resumo: A saúde mental tem constituído um dos focos de interesse ao longo das últimas décadas, existindo actualmente uma preocupação crescente no desenvolvimento de estratégias de intervenção de carácter preventivo. Paralelamente, o consumo de substâncias psicoactivas tem-se assumido como outro foco de interesse relevante, pelo impacto significativo na vida das pessoas e sociedades. A associação entre saúde mental e o consumo de substâncias encontra-se bem documentada na literatura. O presente estudo insere-se no âmbito da saúde mental e consumo de substâncias psicoactivas e foi desenvolvido com os objectivos de descrever os níveis de saúde mental, caracterizar o consumo de substâncias psicoactivas, analisar a associação entre as características sócio-demográficas e a saúde mental e analisar a associação entre saúde mental e consumo de substâncias psicoactivas, dos adultos na comunidade. O nível de saúde mental e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas foram avaliados através do ISM e do Questionário sobre Consumo de Substâncias Psicoactivas, respectivamente. O protocolo de recolha de dados foi aplicado numa UCSP a todos os utentes que aceitaram participar no estudo. Participaram no estudo 150 adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 87 anos residentes numa região norte do país, metade dos quais são do género feminino, maioritariamente com escolaridade básica, casados e com actividade profissional. Os resultados obtidos apontam para a existência de diferenças estatisticamente significativas nos níveis de saúde mental em termos de: género (subescala Ansiedade p < 0,01; dimensão Distress Psicológico p < 0,05; ISM global p < 0,05), as mulheres apresentam valores mais baixos; idade (subescala Laços emocionais p < 0,05), o grupo 1 (18-34 anos) apresenta níveis de saúde mental mais elevados; estado civil (subescala Laços emocionais p < 0,001), o grupo dos casados são os que apresentam melhor resultados; prática de exercício físico (subescala Ansiedade p < 0,05; Depressão p < 0,05; ISM global p < 0,05), os participantes que o praticam apresentam resultados médios superiores; consumo de tabaco (subescalas Depressão p < 0,05, Perda de controlo Emocional/Comportamental - p < 0,01, dimensão Distress Psicológico p < 0,05; ISM global p < 0,05), os fumadores apresentam resultados médios inferiores; no consumo de fármacos do tipo sedativo, tranquilizante e hipnótico (subescalas Ansiedade p < 0,001, Depressão p < 0,001, Perda de controlo Emocional/Comportamental p < 0,001, Afecto positivo p < 0,05, dimensões Distress Psicológico p < 0,001 e Bem-estar psicológico p < 0,05; ISM global p < 0,001), os que afirmaram ter consumido pelo menos uma vez ao longo da vida apresentam resultados médios inferiores. Ao nível do consumo de substâncias lícitas e ilícitas, 14% dos participantes apresentam hábitos actuais de consumo de tabaco, 78,7% de álcool e 2,7% de cannabis. Os resultados obtidos sugerem uma análise, monitorização e intervenção em termos de Saúde Mental, de forma a auxiliar as pessoas a lidar com os seus problemas e a minimizar as consequências.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9224
Designação: Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria
Aparece nas colecções:ESEP - Dissertações de Mestrado

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