Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/9066
Título: Maternidade na adolescência : transição para o papel materno
Autor: Coelho, Fernanda de Ascenção
Palavras-chave: Adolescência
Sexualidade
Maternidade
Data de Defesa: 2011
Resumo: A maternidade na adolescência é considerada pelas sociedades industrializadas como um grave problema de saúde pública, encontrando-se muitas vezes associados a baixos níveis de escolaridade, ao desemprego ou ao emprego precário (Canavarro, 2001). Esta problemática pode causar um impacto negativo na saúde da adolescente e da criança, assim como na família e na sociedade. O modo como a maternidade afecta a adolescente, a sua família e a sociedade envolvente está relacionado com a sua própria cultura. Assim sendo, ser mãe precocemente pode fazer sentido por razões económicas e culturais em alguns grupos, o que deve ser tido em conta ao avaliar o impacto da maternidade no percurso desenvolvimental da adolescente (Arai, 2003). Neste sentido, a pergunta que norteou este trabalho de investigação foi: “Como vivenciam as mães adolescentes, o processo de transição para o papel materno” no concelho de Lousada, tendo como objectivos: compreender o significado atribuído ao processo de transição para o papel materno; descrever as expectativas em relação ao papel materno; identificar os conhecimentos e as habilidades perante o papel materno e conhecer o contexto social e familiar das participantes. Este estudo tem um carácter qualitativo, em que a técnica de recolha de dados foi a entrevista semi-estrutura. A análise destas foi através do método de análise de conteúdo de Bardin e à luz da teoria das transições de Meleis. As participantes do nosso estudo foram oito mães adolescentes, com idades compreendidas entre os 17 e os 19 anos, internadas num serviço de Obstetrícia / Ginecologia de um hospital do concelho de Penafiel, no período compreendido entre Janeiro e Dezembro de 2009. As participantes do estudo, na sua maioria (75%) são casadas e 50% da amostra planeou a sua gravidez. O conhecimento e habilidades na prestação dos cuidados à criança foram facilitados pelas suas experiências (62,5%) e pelo apoio social (87,5%), recebido principalmente pelas mães das participantes. Neste contexto, vários factores, como o planeamento da gravidez, o conhecimento prévio e o suporte social, revelaram-se como condições facilitadoras das transições vivenciadas pelas participantes. Assim, verificámos que as participantes conseguiram adaptar-se ao processo de transição para o papel materno, mostrando ter disponibilidade materna manifestada pela facilidade na prestação dos cuidados à criança, pela preocupação com o filho, pela compreensão das necessidades deste e pela interacção positiva que referiram ter com os seus filhos. Temos consciência que pelas características deste estudo, os resultados obtidos não podem ser generalizados. Por este motivo, sugerimos a continuidade do estudo de forma a elaborar um programa destinado às mães adolescentes.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/9066
Designação: Mestrado em Enfermagem Comunitária
Aparece nas colecções:ESEP - Dissertações de Mestrado

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