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Título: Tratamento médico da tromboflebite superficial do membro inferior: heparina ou anti-inflamatórios?
Autor: Botas, Philippe
Pimenta, José
Santos, Pedro
Santiago, Luiz Miguel
Palavras-chave: Tromboflebite
Terapêutica
Data: Out-2011
Resumo: Introdução e objectivo: A tromboflebite superficial (TVS) é uma condição clínica frequente, afectando predominantemente os membros inferiores (MI). O especialista de Medicina Geral e Familiar deve ter conhecimentos sobre a sua abordagem e as complicações que podem surgir. É uma entidade clínica pouco estudada, existindo controvérsia sobre a melhor terapêutica. O objectivo desta revisão é tentar clarificar qual a melhor terapêutica da TVS do MI, no que diz respeito aos anti-inflamatórios (AINEs) ou heparina de baixo peso molecular (HBPM). Metodologia: Foi realizada pesquisa bibliográfica de normas de orientação clínica (NOC), revisões baseadas na evidência (RBE) e artigos originais nas bases de dados National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Infobase, Cochrane Library, Clinical Evidence, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness, Uptodate, Pubmed e nos sites portugueses da Direcção Geral de Saúde, Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, MGFamiliar.net e no Índex de Revistas Médicas Portuguesas. Os termos MeSH utilizados foram: venous thrombosis; heparin, low-molecular-weight; anti-inflammatory agents. Seleccionaram-se artigos publicados entre 2008-2011, em concordância com o objectivo e aplicando critérios de exclusão: artigos repetidos; TVS em internamento ou em zonas que não o MI; TVS em idade pediátrica; Profilaxia de TVS; TVS complicada ou associada a factores de risco. Classificou-se o nível de evidência/força de recomendação pela escala SORT. Resultados: Foram encontrados 215 artigos. Depois da aplicação dos critérios de exclusão obteve-se 1 NOC, 2 RBE e 1 ensaio clínico randomizado. A evidência suporta que existe melhoria dos sintomas dos doentes com TVS tratados com HBPM ou AINEs em comparação com placebo, reduzindo a incidência de recorrências e complicações, sem diferenças no perfil de segurança a curto prazo (SORT B). Anticoagulação durante pelo menos 4 semanas, está indicada sobretudo quando se indentificam critérios de gravidade (SORT B). A utilização simultânea de HBPM e AINEs revelou maior eficácia no alívio sintomático do que a HBPM isolada (nível de evidência 2). Discussão: As evidências apontam a anticoagulação como a opção terapêutica mais indicada, reservando-se os AINEs para quando não existem sinais de gravidade. São necessários mais ensaios clínicos aleatorizados, sobretudo no que se relaciona com a opção por AINEs ou HBPM ou a sua utilização simultânea, doses e duração de tratamento.
Descrição: Trata-se de uma primeira versão de uma Revisão que foi aperfeiçoada posteriormente, com apresentação noutro evento científico e com publicação em revista científica.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/8006
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