Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/6936
Título: Defesa de Portugal durante a 2ª invasão francesa - Estudo da ação retardadora
Autor: Fonseca, Artur
Palavras-chave: Guerra Peninsular
Segunda invasão francesa
Ação retardadora
Marechal Soult
General Bernardim Freire de Andrade
General Francisco da Silveira
Data: 1-Ago-2009
Editora: Academia Militar. Direção de Ensino
Resumo: Fruto da acção imperiosa da defesa do território nacional aquando da Segunda Invasão Francesa, o Exército português e os seus aliados procuraram movimentar-se e encetar as múltiplas manobras militares conducentes à vitória de 1809. Não obstante as inúmeras obras e estudos de referência sobre este assunto, apresentamos agora uma outra óptica de cariz explicitamente militar sobre o assunto supracitado. Além do que é focado ou interpretado pelos estudos historiográficos, a interpretação especificamente militar de um assunto, este também de natureza estritamente bélica, impõem--se como uma necessidade. Qual foi, em boa verdade, o conjunto de movimentações militares, tanto díspares como as entendidas numa única manobra geral, e que conhecemos como a «Segunda Invasão Francesa»? De todas as três Invasões Francesas, os movimentos militares em torno da conquista e manutenção da cidade do Porto, bem como o impreterível controlo de todo o norte do País e da Galiza, são dos acontecimentos militares da Guerra Peninsular menos conhecidos, mas não de somenos importância. Aqui tentamos delinear um esboço sintetizado do embate entre os contingentes nacionais e do auxílio inglês face ao crescendo poderio francês, sem esquecer o papel efectivo dos espanhóis, e que marcaram indelevelmente todo o decurso da guerra. Entendemos a denominada «acção retardadora», evocada em epígrafe, como a condição necessária para conseguir o tempo desejado e retomar as contra-ofensivas nacionais e aliadas na expulsão do inimigo do território nacional a partir de meados de 1809. O âmago da Segunda Invasão Francesa está, efectivamente, na génese da implementação do Liberalismo em Portugal, pois não seria por acaso que da cidade do Porto, tão duramente fustigada pelos combates de 1809, se desenvolveu o gérmen das causas liberais e constitucionais entre nós, desembocando no processo político-militar da revolução de 24 de Agosto de 1820. Estávamos, portanto, no nascimento do Portugal Novo e o findar do Portugal Velho.
Abstract As a result of the imperious action in protecting the national territory when the Second French Invasion occurred, the Portuguese Army and their allies sought to move and apply many military manoeuvres that would lead them to the victory in 1809. Despite the numberless reference books and studies regarding this matter, we now present a different point of view explicitly military about the subject aforesaid. Beyond what is stressed or concluded by the historiographical studies, the specific military interpretation on a subject (with a unique warlike nature) is imposed as a necessity. What was the whole of the military movements, both unequal and comprised in a sole universal manoeuvre, which we know as the «Second French Invasion»? From all the three French Invasions, the military movements around the conquest and management of the city of Oporto, as well as the unavoidable control of all the north of the country and Galicia, are the less known military events of the Peninsular War but, nevertheless, the ones with the less importance. In this work we try to outline a short sketch of the confrontation between the national contingents and the english assistance when faced with the French raising power (without forgetting the role of the Spanish Force), which marked indelibly all the course of the War. We perceive the «delaying action» above-mentioned, as a necessary condition to obtain the time desired and resume the national and allied counter-attacks to banish the enemy from national territory since middle 1809. The core of the Second French Invasion is effectively in the origin of the establishment of the Liberalism in Portugal. It was not a fortunate event that the city of Oporto, so hardly punished by the fighting’s of 1809, developed the source of the liberal and constitutional causes among us, culminating in the politic-military process of the revolution of August 24th, 1820. At the time, we were assisting to the birth of the New Portugal and the end of the Old Portugal.
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/6936
Aparece nas colecções:AM - CM - ECCA - Trabalho de Investigação Aplicada (TIA) - Mestrado Integrado

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