Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.26/10034
Título: A Primavera Árabe e os desafios à Estratégia Espanhola de Segurança
Autor: Berlandino, Guillermo
Palavras-chave: Segurança
Primavera Árabe
Estratégia Espanhola de Segurança
Ameaças
Cenários
Mudança
Data: 2012
Editora: IESM
Resumo: “Primavera Árabe” foi a denominação dada ao movimento pró abertura democrática iniciado a partir do dia 18 de dezembro de 2010 na Tunísia, que tem vindo a agitar política e socialmente vários países do mundo árabe, e que se caracterizou por ser uma onda revolucionária de manifestações ocorridas no Oriente Médio e no Norte da África a partir de então. Por um lado a região é uma prioridade devido a razões humanitárias, económicas, sociais e ambientais. Por outro, a paz e a prosperidade da margem sul do Mediterrâneo são essenciais para a segurança de Espanha e do conjunto da Europa. O Governo de Espanha publicou a Estratégia Espanhola de Segurança no 2011. Porém as circunstâncias existentes nestes países na altura o documento foi elaborado mudaram. Aliás, existe incerteza no resultado das revoluções uma vez que os acontecimentos ainda estão numa fase inicial. Neste sentido, o trabalho tem importância porque permite uma melhor compreensão do atual conceito de segurança espanhol e apresenta três cenários nos quais a evolução e combinação de fatores permitirão avaliar os desafios das revoltas árabes à segurança espanhola. Para atingir estes objetivos foi usado o percurso metodológico proposto por Quivy & Campenhoudt (2008), recorrendo essencialmente a publicações, bem como a artigos de opinião e estudos de autores de referência em assuntos internacionais e de segurança. Assim, este trabalho confirma que sendo evidente que num mundo globalizado acontecimentos longínquos tem implicações nas nossas sociedades ainda mais quando os factos estão a ocorrer numa região de elevado interesse geoestratégico com a qual Espanha tem fronteira terrestre. Assim, a estabilização e democratização ao longo prazo apresenta grandes oportunidades para Espanha. Contudo, no curto prazo, pode sofrer os efeitos negativos da instabilidade mais do que outros países. As conclusões mostram que a posição geoestratégica da Espanha será afetada no meio e longo prazo e que as linhas de atuação identificadas, quer na própria estratégia quer neste trabalho, devem ser postas em prática com uma visão de futuro e tirar proveito do momento histórico que estamos a viver. Abstract: "The Arab Spring" was the name given to the pro-democratic opening started from the December 18th, 2010 in Tunisia, which has been agitating politically and socially different countries of the Arab world, and which was characterized as a revolutionary wave of demonstrations in the Middle East and North of Africa since then. On the one hand, the region is a priority because of humanitarian, economical, social and environmental reasons. On the other hand, peace and prosperity of the southern Mediterranean are essential to the security of Spain and throughout Europe. The Spanish government published the Spanish Security Strategy in 2011. But the circumstances in these countries at the time the document was prepared have changed. Moreover, there is uncertainty in the result of revolutions since the events are still at an early stage. In this sense, the work is important because it allows a better understanding of the current spanish security concept and presents three scenarios in which the evolution and combination of factors will evaluate Arab revolts challenges to spanish security. To achieve these goals, we used the methodological approach proposed by Quivy & Campenhoudt (2008), mainly based on scarce publications in this issue as well as opinion articles and studies of major authors in international affairs and security. This work confirms that it is evident that in a globalized world events far in our societies has implications especially when the facts are occurring in a region of high geo-strategic interests with which Spain has land border. Thus, the stabilization and democratization in the long term presents great opportunities for Spain. However, in the short term, may suffer the adverse effects of instability than other countries. The findings show that the geostrategic position of Spain will be affected in the medium and long term and that the lines of action identified in both, the strategy itself and this work, should be implemented looking ahead and take advantage of the historical moment in which we live .
URI: http://hdl.handle.net/10400.26/10034
Aparece nas colecções:IUM - CRC - CEMC - Trabalhos de Investigação Individual

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