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Ensino da Ortografia no 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico: Contributos para o desenvolvimento ortográfico
Publication . Santos, Rita; Araújo, Luísa
A escrita, ao contrário da oralidade, exige um processo de aprendizagem explícito e sistemático, no qual a ortografia assume um papel central, dada a complexidade que representa para muitos alunos. O presente estudo insere-se no âmbito do desenvolvimento da ortografia e resultou da constatação de dificuldades persistentes na aplicação de regras ortográficas por parte de uma turma do 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico, composta por 20 alunos, numa escola pública de Lisboa. Neste relatório, apresenta-se uma proposta de intervenção didática que conjuga o ensino explícito e o treino sistemático da ortografia com a leitura de obras de literatura para a infância. O principal objetivo do estudo consistiu em compreender de que forma esta articulação pode favorecer o desenvolvimento ortográfico dos alunos. A investigação desenvolveu-se segundo uma metodologia de investigação-ação, recorrendo à observação direta, às notas de campo e à análise dos trabalhos realizados pelos alunos como principais instrumentos de recolha de dados. Os resultados obtidos evidenciam uma progressão global na competência ortográfica dos alunos, sobretudo nas regras que foram alvo de um ensino explícito e de prática regular. Verificou-se também que a combinação entre leitura e atividades que promovem a reflexão sobre regularidades linguísticas potenciou o envolvimento e a aprendizagem. A intervenção revelou ainda que a consolidação ortográfica exige tempo, sistematização e variedade de estratégias, confirmando a importância da articulação entre o ensino explícito e o ensino implícito.
A implementação de Metodologias Ativas pelo Professor no 1º Ciclo e o seu Encontro com o Perfil do Aluno à Saída do 1º Ciclo do Ensino Básico
Publication . Gonçalves, Liliana; Jorge, José
A presente investigação, realizada no âmbito do Mestrado de Qualificação para a Docência em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º CEB, tem como objetivo compreender de que forma a utilização de metodologias ativas por professores do 1.º Ciclo, contribui para o desenvolvimento das competências definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, no contexto do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Num contexto social em constante mudança, torna-se cada vez mais necessário repensar as práticas pedagógicas e o papel da escola na formação de cidadãos críticos, autónomos e participativos. O ensino baseado apenas na transmissão de conteúdos já não responde às exigências da sociedade atual. Assim, é fundamental promover aprendizagens significativas, acessíveis a todos e que envolvam os alunos de forma ativa e motivadora, em consonância com os princípios do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Com base nesta premissa, o presente estudo, teve como objetivos: (i) identificar as metodologias ativas mais frequentemente utilizadas por uma professora do 1.º CEB que leciona uma turma do 3.º ano de escolaridade; (ii) compreender os principais desafios associados à sua implementação; (iii) analisar em que medida estas práticas contribuem para a construção do perfil do aluno à saída do 1.º Ciclo. A questão de investigação que orientou o estudo foi: de que forma a implementação de metodologias ativas vai ao encontro do perfil do aluno à saída do 1.º ciclo do ensino básico? A investigação seguiu uma abordagem qualitativa, de orientação interpretativa e construtivista. A recolha de dados foi realizada através de uma entrevista semiestruturada a uma docente do 1.º ciclo que recorre sistematicamente a metodologias ativas para promover a diferenciação pedagógica. A análise de dados organizou-se em subtemas, permitindo uma compreensão mais aprofundada da perceção destas práticas nos alunos. Os resultados evidenciam que as metodologias ativas são eficazes quando integradas numa prática docente reflexiva e centrada no aluno, promovendo o envolvimento e aprendizagens significativas. O seu sucesso depende da autonomia do professor, da colaboração entre colegas e da comunicação com as famílias, constituindo-se como parte de um processo pedagógico exigente, flexível e comprometido com a melhoria continua e o desenvolvimento integral dos alunos.
Da operação á notícia: o enquadramento mediático e a dinâmica comunicacional entre os agentes de Proteção Civil e os Media, nas coberturas Jornalísticas
Publication . Pires, Fausto; Morgado, Carlos; Simas, Lígia
Este estudo tem como propósito analisar as práticas e os planos de comunicação existentes no âmbito da Proteção Civil, com especial atenção aos procedimentos adotados por diferentes instituições e agentes envolvidos em contextos de emergência. A investigação procurará compreender como a comunicação é planeada e executada, tanto a nível interno como externo, e que impacto essa comunicação tem na perceção e resposta do público. Através da análise documental de planos de comunicação, bem como da recolha de testemunhos de agentes da proteção civil e de profissionais da comunicação social com experiência em teatro de operações, pretende-se reunir contributos que permitam identificar boas práticas, lacunas e desafios. Com base nesta análise crítica e nos dados recolhidos, será elaborada uma proposta de plano de comunicação externa, aplicável a diferentes cenários de intervenção da Proteção Civil. Este plano procurará ser adaptável, eficaz e centrado na clareza da mensagem, na articulação entre entidades e na credibilidade da informação transmitida ao público. Um plano de comunicação externo no contexto da proteção civil é um documento estratégico que orienta as entidades de proteção civil na forma como comunicam com o público ou com outras instituições, como por exemplo a comunicação social e organizações governamentais. Esta comunicação é feita normalmente num contexto de emergência ou num contexto de risco e, por isso, existem muitas variáveis a considerar. Desde logo, o contexto em que o agente se encontra; o tipo de crise ou emergência; a necessidade de comunicar (imediata ou não urgente) considerada numa resposta para salvar vidas ou mitigar danos; as condições tecnológicas e acessibilidade e a desinformação que pode contaminar a mensagem final.
Military logistics deployment in disaster scenarios
Publication . Barino, Raphael Sepulveda
The climate disaster that struck Rio Grande do Sul in 2024 stands as the most devastating ever recorded in Brazil, unprecedented in both magnitude and scope. The complexity of the crisis demanded an unprecedented relief operation from public authorities, underscoring the strategic role of logistics in mitigating the consequences of natural disasters. This article aims to outline and analyse the logistical capabilities mobilized and employed during this event in southern Brazil, through a case study structured on the DOTMLPF-P framework, with emphasis on the assessment of military logistical means. The analysis revealed a coordinated response by the State, involving multiple actors and resources, characterized by multidisciplinary and integrated actions, highlighting interagency cooperation and the structuring of operations under emergency conditions.