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Recent Submissions

Comunicação entre a Escola e a(s) Familia(s)
Publication . Maças, Inês; Pacheco, Inês
A relação entre a escola e a família constitui um fator determinante para o sucesso educativo das crianças, sendo a comunicação entre ambas uma dimensão central dessa parceria. Este trabalho teve como objetivos compreender de que forma a comunicação entre a escola e a família é percecionada e experienciada no contexto de uma turma do 2.º ano de escolaridade, a partir da perspetiva dos pais, bem como analisar as formas de comunicação utilizadas, com destaque para o uso do WhatsApp, refletindo sobre a sua utilidade, eficácia e impacto na relação escola-família. Adotou-se uma metodologia mista que integrou a aplicação de questionários a 27 pais e a realização de entrevistas semiestruturadas a 5 participantes, o que permitiu recolher simultaneamente dados quantitativos e qualitativos acerca das perceções dos pais relativamente aos diferentes aspetos da comunicação. Os resultados evidenciaram uma perceção maioritariamente positiva da relação escola-família, com os pais a valorizarem o papel ativo que desempenham no percurso educativo dos filhos e a reconhecerem a importância de uma colaboração estreita e contínua com a escola. A comunicação revelou-se eficaz na generalidade, destacando-se a centralidade do grupo de WhatsApp pela rapidez e utilidade na troca de informações, embora se tenham identificado limitações relacionadas com notificações excessivas, má interpretação de mensagens e falta de privacidade.
A Educação Inclusiva: Transição do Pré-Escolar para o 1º Ciclo do EB - Perceções e práticas dos agentes educativos, encarregados de educação e crianças
Publication . Roque, Ana; Mestre, Amélia
A investigação analisou as perceções de diferentes intervenientes educativos acerca da transição da educação pré-escolar para o 1.º ciclo do ensino básico, compreendida como um processo contínuo, estruturado e inclusivo, envolvendo crianças, famílias e profissionais. Destacou-se a importância da continuidade pedagógica e da articulação curricular para garantir a progressão das aprendizagens e a adaptação emocional das crianças. A colaboração entre educadores e professores, a articulação horizontal e vertical das disciplinas e a promoção de uma cultura escolar inclusiva foram identificadas como fatores determinantes para uma transição harmoniosa. O envolvimento ativo das famílias revelou-se essencial, ao proporcionar segurança, confiança e coerência entre o contexto familiar e escolar. Paralelamente, a formação contínua dos docentes em práticas inclusivas mostrou-se decisiva para a aplicação de estratégias diferenciadas, reforçando a articulação entre ciclos e assegurando oportunidades equitativas de aprendizagem. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, que integrou entrevistas semiestruturadas a educadoras de infância, professoras do 1.º CEB, docentes de educação especial e de apoio pedagógico, técnicos especializados e crianças, bem como um questionário aplicado a encarregados de educação de um agrupamento de escolas em Lisboa. Os resultados confirmaram a relevância da cooperação entre profissionais, famílias e comunidade educativa, concluindo-se que a transição escolar beneficia de uma abordagem integrada que reforça simultaneamente a qualidade e a equidade do processo educativo.
A educação outdoor na Aprendizagem Matemática
Publication . Soares, Margarida; Oliveira, Ricardo
O presente Relatório Final de Mestrado insere-se no âmbito da prática pedagógica supervisionada e tem como tema central a educação outdoor na aprendizagem matemática no 1.º Ciclo do Ensino Básico. A escolha deste tema partiu da necessidade de encontrar abordagens mais significativas, ativas e contextualizadas para o ensino da matemática, promovendo uma ligação entre os conteúdos curriculares e o mundo real. O estudo teve como objetivo geral compreender de que forma o ensino ao ar livre pode potenciar a aprendizagem de conteúdos matemáticos. As questões de investigação orientadoras foram: Que estratégias de educação outdoor promovem a aprendizagem da matemática no 1.º Ciclo do Ensino Básico? Como reagem os alunos às práticas de ensino da matemática realizadas em espaços exteriores? De que forma as atividades ao ar livre contribuem para a compreensão de conceitos matemáticos nos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico? A investigação desenvolveu-se segundo uma abordagem qualitativa, inserida no paradigma interpretativo, com base numa metodologia de investigação-ação. A intervenção foi realizada numa turma do 1.º CEB, através da implementação de atividades matemáticas em contexto exterior. Para a recolha de dados foram utilizados instrumentos como grelhas de observação, diário de bordo, produções dos alunos, registos fotográficos e um questionário aplicado a docentes. Os resultados obtidos revelam um maior envolvimento dos alunos, bem como indícios de melhoria na compreensão de conceitos matemáticos. Este estudo reforça a importância de diversificar estratégias pedagógicas, promovendo práticas educativas que valorizem o corpo, o espaço e a experiência, como elementos essenciais no processo de ensino-aprendizagem.
O Brincar Heurístico - conceções de um grupo de educadores de infância
Publication . Guerra, Ana; Brito, Rita
Este relatório foca-se no brincar heurístico como forma de aprendizagem em contexto de creche. O objetivo principal deste estudo foi perceber como os educadores integram o brincar heurístico no quotidiano da creche. Procurou-se compreender que tipos de materiais são utilizados, em que momentos a prática é promovida e de que forma esta respeita os interesses, ritmos e capacidades das crianças, promovendo a sua autonomia e criatividade. Optou-se por uma metodologia de natureza qualitativa, recorrendo a um questionário composto por perguntas abertas e fechadas. A recolha de dados foi feita a utilizar a técnica de bola de neve, o que reuniu 38 respostas de educadoras que trabalham na valência de creche. Para analisar os dados, procedeu-se à técnica análise de conteúdo apresentados por Bardin (2011) e Amado (2014). Os resultados obtidos sugerem o facto que para os educadores inquiridos, o brincar heurístico está ligado à autonomia das crianças, sendo importante deixar que explorem materiais simples e variados, como objetos naturais, como folhas, conchas, pedaços de madeira, entre outros tipos de materiais. Revela-se, ainda, que no Brincar Heurístico os educadores destacam o seu papel de observadores participantes, sem interferir com a exploração das crianças para que estas possam examinar o espaçolivremente e ao seu ritmo. Por fim, os educadores consideram que o brincar heurístico contribui para aprendizagens mais ricas, auxiliando no desenvolvimento infantil. Por isso, defendem mais formação nesta área e maior valorização do brincar, tanto em creche como no jardim de infância.
Além da Sala de Aula: O valor da Aprendizagem no Exterior
Publication . Carriço, Cátia; Serpa, Joana
A presente investigação tem como tema a importância de brincar ao ar livre no contexto do 1.º ciclo do ensino básico. Partindo do pressuposto de que o contacto com a natureza e os espaços exteriores contribui de forma significativa para o desenvolvimento global das crianças, este trabalho teve como principal objetivo compreender as perceções de professores e alunos relativamente às aprendizagens que ocorrem fora da sala de aula. Foi adotada uma metodologia qualitativa e quantitativa, recorrendo à aplicação de um questionário dirigido a educadores e professores do 1º ciclo do ensino básico, e à realização de entrevistas a crianças do1º Ciclo do Ensino Básico. A análise dos resultados revelou uma valorização clara do brincar ao ar livre por parte dos profissionais de educação, que reconhecem os benefícios a nível físico, emocional, social e cognitivo. Entre as principais aprendizagens destacadas estão a criatividade, a cooperação, a resolução de problemas, o respeito pela natureza e o desenvolvimento da autonomia. As crianças, por sua vez, expressaram entusiasmo pelas brincadeiras no exterior, referindo sentimentos de alegria, liberdade e bem-estar, associando esses momentos à interação com os amigos e à exploração do meio natural. Conclui-se, desta forma, que o brincar ao ar livre é essencial para o crescimento saudável da criança e que é necessário reforçar estratégias, recursos e mentalidades que promovam o contacto regular com o exterior, mesmo perante adversidades como a meteorologia ou a escassez de materiais.